Capítulo Vinte E Oito

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Tinha acabado de chegar de uma festa onde todo mundo ia de branco. Amei, mas já estava com saudade da minha loira. Dei um beijo no meu filho e fui tirar o salto quando alguém bateu na porta. Fui até a gaveta, peguei a minha arma e olhei pelo olho mágico — não tinha ninguém. Abri a porta com a arma nas mãos e olhei para o lado: a Isis estava com um buquê na mão e um sorriso no rosto. Coloquei a arma no armário ao lado da porta e abracei ela.

Vg — Que saudade, minha loira! — Olhei o pescoço dela e vi que estava com a minha corrente.

Isis — Surpresa! — Me entregou o buquê de flores.

Vg — Vem, vamos entrar. — Arrumei meu cabelo com o buquê, olhei para ela que estava com o celular na mão. Neguei, rindo, e entramos. Tirei meu salto e fui para perto dela, que me encarava.

Vg — Que foi, minha loira? — Encostei ela na parede e comecei a beijar o pescoço dela.

Isis — Onde você estava? Tá toda arrumada em plena seis da manhã? — Neguei, rindo.

Vg — Estava numa festa, minha loira, numa festa. — Ela negou, rindo, fez impulso e subiu no meu colo. Obrigada, Deus, pela academia! Fui andando com ela até o banheiro, que tinha uma vista linda.

Vg — Tô morta, vamos tomar um banho gostoso? — Ela negou, rindo. — Só um banho, vai. — Coloquei ela no chão, liguei a banheira para encher e tirei meu vestido. Entrei no banheiro, ela tirou a roupa dela e entrou também. Como essa mulher consegue ser tão perfeita?

Isis — Bem que você podia fazer uma massagem no meu ombro. — Concordei, rindo. Ela entrou e deitou com a cabeça no meu ombro. Fiquei passando a mão na coxa dela e apertava de vez em quando.

Isis — Que vista bonita!

Vg — A minha tá melhor. — Meu celular tocou. Levantei, respondi a mensagem do meu pai e, quando ia voltar para a banheira, tirei uma foto da Isis distraída. Voltei para a banheira, me ajeitei onde estava, e ela veio deitar no meu peito. Coloquei minha mão na coxa dela e fiquei pensando em algumas coisas. Sai do meu transe ao sentir Isis passando a mão no meu peito.

Isis — Ala, não era você que disse só banho?

Acordei sem acordar, parecia um zumbi. Olhei no relógio: eram nove e meia. Tomei banho e fui me arrumar para resolver uns problemas. Como diz meu pai, "enquanto descansa, carrega pedra". E é isso que eu tô fazendo — ou trabalho aqui, ou no morro. Prefiro aqui, assim o morro não fica como alvo. Coloquei minha roupa e ia pegar minha bolsa quando a porta abriu e o Ravi entrou pulando, com a Isis do lado.

Ravi — A senhora viu quem tá aqui, mamãe? — Assenti e peguei ele no colo. — A senhora vai sair hoje, mamãe?

Vg — Vou ir rapidinho e volto pra gente sair pra almoçar, tá bom? — Ele concordou e foi para o colo da Isis.

Isis — Você tá trabalhando aqui? — Concordei.

Vg — Já vou, agorinha, tô de volta. — Dei um beijo nela. — Carla Dias, meu filho, não esquece. — Dei um beijo na cabeça dela e saí do quarto.

Isis on

Tava brincando com o Ravi na cama. O menino não parava quieto, meu Deus do céu!

Ravi — A mamãe vai demorar? Tô com fome. — Falou passando a mão na barriga dele.

Isis — Agorinha ela já tá aqui, só espera um pouquinho. — Deitei do lado dele e fiquei olhando ele desenhar. O menino tem jeito.

Ravi — Mamãe, eu posso ir brincar na piscina? — Meu Deus do céu, esse menino não para!

Isis — Filho, eu não sei como tá as coisas, tem que ver com a outra mamãe, mas vamos nos arrumar pra ir almoçar depois.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora