capitulo trinta e cinco

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VG on
Tava sentada na cama postando uma foto no Instagram quando a Isis entrou no quarto e se jogou na cama.

Isis — Por que choram, deusas?

Olhei pra ela vindo, porque vi que tinha chegado notificação dela comentando na minha foto. Sentei na mesinha do computador e comecei a resolver as coisas da boca.

Isis — Mentira, gente! Nenê, você viu que a Sereia ganhou flor? Acabou de postar no Insta!

Virei na hora, surpresa.

VG — Mentira!

Ela deu um pulo da cama que me assustou.

VG — Que foi, louca? Quem morreu?

Ela me olhou com a mão na boca.

Isis — Olha a merda do Insta... Tzinho vai ser pai!

Peguei o celular na hora e entrei no Instagram. Era real. Comentei na foto e já mandei mensagem pro Tzinho ir amanhã na boca. Terminei as coisas no computador e fui dormir.

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Acordei com a merda do despertador, eram seis e meia. Levantei, fiz minhas coisas, tomei banho, coloquei uma roupa, arma na cintura. Fui no quarto do Ravi, dei um beijo nele, desci, tomei leite e fui pra boca. Arrumei as coisas, sentei pra fechar as metas. Alguém bateu na porta.

VG — Entra.

Tzinho entrou. Levantei e dei um abraço nele.

VG — Parabéns, cara.
Tzinho — Valeu.

Sentei na cadeira, ele sentou na minha frente.

VG — Conta aí quem é... por que não contou antes?
Ele se ajeitou na cadeira, coçando a cabeça.

Tzinho — Descobri ontem, quando a Bárbara passou mal.

Olhei surpresa, nem sabia que eles estavam ficando. A porta abriu. Meu pai e meu tio entraram.

JS — Olha só se não é o pai do ano.

Fez toque com o Tzinho, beijou minha cabeça e sentou no sofá.

Terror — Vim na hora certa, hein? Hora de saber quem é a mãe da cria do meu mano. Já aviso logo: sou o padrinho.

Fez toque com o Tzinho, beijou minha cabeça e sentou também.

Tzinho — Vixi, tem que ver isso aí. Mas ó, quero um baile. Tem que ser o baile pra anunciar que vou ser pai. Pode chamar todo mundo dos morros aliados. Minha Sereia e minha cria merecem.

Meu pai e meu tio arregalaram os olhos.

JS — Rapaz... o moleque se deu bem, hein. — falou rindo.

VG — Então vai ser o baile. Já separa uma tropa que a gente vai pegar umas coisas pra esse baile.

Eles se olharam, negando.

VG — Tzinho, você vai me ajudar a montar o plano. Vamos entrar numa loja de grife e numa joalheria.

JS — Vou deixar vocês trabalharem. Vamos, Terror. Depois a gente volta pra ver se o plano ficou bom. Se tiver, vocês pegam os vapores e vão.

Concordei. Eles saíram. Fiz o plano da joalheria com o Tzinho e deixei ele cuidando da loja. Fui na casa da Sereia, ela tava na cozinha.

VG — E aí, puta, como você tá?

Ela me olhou assustada, colocando a mão no coração.

Sereia — Eu hein... tá devendo? Já viu não dever nessa vida?

Limpou a mão e sentou na cadeira do balcão.

Sereia — Tô bem. E não vou te contar porque com certeza o Tzinho já fez isso.

Concordei, rindo.

VG — Vim ver se você tá bem e dizer que vai ter um baile pra comemorar a criança.

Ela negou.

VG — Tem roupa?
Sereia — No dia eu vejo. É só abrir o guarda-roupa e escolher uma.

Neguei na hora.

VG — Lógico que não. O baile é seu. Você tem que estar arrasando, perfeita, ainda mais com esse cabelo novo. A gente vai às compras.

Ela negou, revirando os olhos.

VG — O Tzinho já tá armando o plano das compras.

Dei um sorriso, e ela logo abriu um também.

Sereia — Agora sim, falou a minha língua. Então vamos às compras!

Era incrível o jeito que ela amava isso.

VG — Se arruma, pega suas coisas e vai pra boca. Vamos passar o plano, e a gente vai hoje mesmo.

Ela concordou. Fui em casa, coloquei uma calça, um casaco fino, arma na cintura, fuzil nas costas e saí com o colete na mão. Quando fui abrir a porta, ela abriu: Isis entrou.

VG — Tava onde, anja? — Dei um beijo nela, que logo me encarou.

Isis — Fui levar o Ravi na escola. E você tá indo aonde? — cruzou os braços.

VG — A Sereia tá grávida do Tzinho. Vamos fazer o baile sexta. Precisamos de roupa, então vou pegar algumas. Fica tranquila, trago pra ti. — Beijei ela.

Isis — Não quero roupa nenhuma.

Concordei e fui pra boca. Já tinham uns moleques lá. Meu pai e meu tio tavam falando com os meninos que cuidam da fuga. A Sereia tava com o Tzinho, parecia que estavam brigando.

Tzinho — Porra, cê tá grávida, cara. Fica aqui!

Cheguei e ele parou de falar, me olhando. Nessas horas, não sou amiga de ninguém. Sou só a VG, que manda.

VG — Eu que chamei ela. Então ela vai. Vamos passar o plano. A Sereia vai ficar na entrada e escolher a roupa dela.

Passamos o plano e fomos. Deu tudo certo. Pegamos tudo o que precisávamos, tanto na loja quanto na joalheria.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora