Capítulo Vinte e um

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Vg on

Dias depois

Tava na boca resolvendo as coisas dos novos vapores quando meu rádio tocou.

Rádio:

Vapor:
— Ô chefe, a Primeira Dama tá aqui e quer subir com uma mina.

Vg:
— Tô indo. Marca 10.

Coloquei o rádio na cintura, passei o fuzil nas costas. Não gosto de andar com fuzil — ele é grande e se a polícia bate uma foto, já era, volto pra tranca. Peguei a chave, subi na moto.

Terror:
— Tá indo aonde, minha cria?

Ele chegou do meu lado, bagunçou meu cabelo.

Vg:
— Oi, tio. Oi, pai.

Meu pai beijou minha cabeça, e logo o Tzinho chegou fazendo "toc" comigo.

Tzinho:
— Tá indo aonde?

Subiu na garupa da minha moto. Esse é folga pura.

Vg:
— Pra barreira.

Liguei a moto.

Terror:
— Vamo junto.

Ele ligou a moto e meu pai subiu na garupa. A gente foi direto pra barreira. Quando chegamos, a Isis tava lá com uma mina, e o Ravi segurando a mão da Dona Vanessa. Desliguei a moto, desci, tirei o fuzil das costas e entrei com meu pai. O Ravi já veio correndo na minha direção, mas o Tzinho entrou na frente e pegou ele no colo.

Tzinho:
— Pode não, rapaz. Não pode pular na sua mãe assim, não!

Ele passou o Ravi pro meu colo.

Vg:
— Fala, meu amor! Como que você tava? Mamãe tava com tanta saudade...

Cheirei o pescoço dele, que riu.

Ravi:
— Também tava, mamãe! Oi, vovô!

Passei ele pro colo do meu pai, e o Tzinho pegou o fuzil dele.

Isis:
— Qual é, Vg, fala pros seus cachorrinhos deixarem eu passar.

Ela cruzou os braços.

Vapor:
— Porra, Anjinho, fala assim não. Nóis não é cachorro de ninguém, só tá cumprindo ordem. Você e sua mãe já podem passar... mas a mina aí, não.

Isis revirou os olhos.

Vg:
— A gente não tá podendo bobear, Isis. O negócio tá foda aqui.

Cruzei os braços olhando pra ela.

Isis:
— Eu me responsabilizo por ela. Vai, Vg, deixa...

Olhei pros lados, depois pra ela.

Vg:
— Porra... Terror, você que manda nessa merda. Libera aí.

Terror:
— Ôh, Anjinho, tu sabe bem que a Vg tá acima de mim.

Olhei pra ele e dei uma risada debochada.

Js:
— Vai, Vg, libera essa porra!

— Aí, carai. Agora sim...

Vg:
— Vou liberar... mas se der merda, Js e Isis tão na responsa de vocês.

Eles concordaram com a cabeça.

Xxx:
— Olha só... não sabia que tava liberado a entrada de qualquer uma.

Olhei pro lado e vi a Bárbara, me encarando com um sorriso. Ela veio correndo e pulou em mim — quase caí, mas me segurei.

Vg:
— Que saudade, minha sereia...

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora