capítulo trinta e três

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Isis on
Já tinha feito o bolo, então fui pegar minha bolsa pra ir falar com o Terror. Alguém bateu na porta.

Isis — Quem é? — perguntei, descendo as escadas.
Pirulito — Sou eu, posso entrar? — Falei que sim e ele entrou rindo.
Pirulito — Pode ir tranquila, eu cuido do melhor enquanto ele não acorda. Vou jogar videogame, fechou?
Isis — Tá bom, fica de boa. Tem bolo se quiser. — Dei tchau e saí. Comecei a subir o morro, que meu Deus, quase morri. Depois de um tempo, cheguei na sala do Terror e bati na porta.
Terror — Entra. — Abri a porta e entrei. — Estávamos só esperando você pra começar.

Tinha pelo menos uns quatro caras naquela sala. A porta abriu e o JS entrou também.
JS — Podemos começar. — Sentou na cadeira ao meu lado. O Terror levantou, me entregou uma pasta e começou a explicar tudo.

Isis — No lugar de arquitetura, poderia ser medicina ou enfermagem. Seria algo que eles acreditariam mais.

A reunião terminou. Eu tinha uma semana pra arrumar tudo antes de ir pro outro morro. Ganhei um bolo de dinheiro pra comprar roupas que combinassem com a minha personagem. Fui pra casa, já era quase dez horas, e não tinha ninguém. Peguei o celular e vi uma mensagem da VG dizendo que já tinha saído com o Ravi.
Tomei um banho, coloquei um vestido e fiquei esperando ela pra irmos ao restaurante que ela tinha comentado.

Tzinho on
Quando a médica entrou, meu coração não sabia se parava de bater ou se continuava, mesmo que errando as batidas. Olhei pra morena, que tava com um semblante neutro. Não dava pra saber o que passava na cabeça dela.

Médica — Estou com o resultado do exame de sangue. A senhorita quer que eu fale só pra você ou posso falar pro rapaz também?

Olhei pra morena. Ela me olhou, depois olhou pra porta. Entendi na hora. Concordei com a cabeça e saí. Fiquei sentado no corredor, nas cadeiras que tinham lá.
Demorou um pouco. A médica saiu e disse pra eu esperar uns vinte minutos pra entrar. Foram os vinte minutos mais torturantes da minha vida.
Fiz tanta conta na minha cabeça... Se tiver mesmo grávida, deve ser de dois meses e pouco, quase três... ou até três.
Não tava mais aguentando. Fui até a porta do quarto, bati devagar.

Tzinho — Posso entrar?
Sereia — Entra, Tzinho. — Abri a porta. Ela tava sentada na cama, encarando a janela.
Tzinho — Iai, o que deu lá no exame? — Ela me encarou e abaixou a cabeça.
Tzinho — Ih, olha aí! A sereia abaixando a cabeça... Que palhaçada é essa? — Levantei o rosto dela devagar, sem machucar. Os olhos estavam cheios de lágrima. Eu já sabia que não era mais sobre gravidez. Era algo mais sério.

Sereia — Eu já tive alta. Me leva pra casa. Só quero tomar um banho. Depois a gente conversa, pode ser?
Concordei, ajudando ela a levantar. Fui apoiando ela até a moto.

Tzinho — Vixi, morena... Tô de moto. Consegue ir? Se quiser eu arrumo um carro rapidão.
Sereia — Fica tranquilo, consigo sim, de boa.

Ajudei ela a subir e fui dirigindo devagar com ela.

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Sereia on
Minha mente tava uma bagunça. Eu mesma não sabia por onde começar. E como eu deixei isso acontecer? Quando a moto parou, percebi que já estava em casa. Nem notei o tempo passando.
O Tzinho me ajudou a descer. Abri a porta e fui entrando.

Tzinho — Enquanto você toma seu banho e faz suas coisas, eu vou te esperar aqui no sofá. Não faz esforço, só toma banho e vai deitar. Vou ligar o ar, tá bom?
Concordei com ele e fui pro banheiro. Tirei a roupa, liguei o chuveiro na água morna e fiquei um bom tempo lá embaixo, pensando no que ia fazer.
Deixei algumas lágrimas caírem. Lavei meu cabelo, que era algo que sempre me acalmava.
Coloquei uma toalha no cabelo e outra no corpo, e fui pro quarto, que já estava bem gelado. Coloquei um pijama e deitei.

Sereia — Vem aqui. — Falei meio alto pro outro escutar. Não demorou muito e a porta do quarto abriu. Ele entrou com uma cara de preocupação que me fez rir.

Tzinho — Tá rindo do quê, besta? — Deitou na cama, me encarando.
Sereia — Da sua cara de preocupação. Ai ai... falo nada, viu? — Comecei a rir mais ainda.

Tzinho — Não vai falar qual foi o resultado, não?
Respirei fundo.
Sereia — Olha você mesmo. — Levantei, peguei o papel, entreguei pra ele e fui na cozinha fazer alguma coisa pra comer. Estava com fome.

Fiz quatro mistos: dois pra mim e dois pro Tzinho. Não sabia se ele ia querer, mas já fiz. Fui pra sala, sentei no sofá e fiquei comendo, assistindo a novela que tava passando.
O outro ainda tava no quarto, não tinha dado sinal de vida. Deve ter tido um infarto.
A porta do quarto abriu. Aí sim, era a minha hora de infartar.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora