VG on
Tava chegando no morro pra pegar a Isis. O Pirulito tava na barreira, então parei o carro pra falar com ele.
VG — Vai descansar, menino. À noite você volta.
Pirulito — Tô de boa ainda. Ah, esqueci de avisar: a Sereia passou mal e foi parar no posto, mas já tá bem.
VG — Vou lá ver como ela tá. — Já fiquei preocupada com a minha bixinha.
Pirulito — Ela tá conversando com o Tzinho. Acho melhor você ir depois.
Não entendi muito bem, mas concordei. Dei tchau e fui pra casa.
Ravi — A Sereia tá dodói, mamãe?
VG — Ela tá bem, filho. Depois a gente vai ver ela, tá bom?
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Tzinho on
Eu tava olhando aquele papel. Já tinha lido mil vezes, mas ver o “POSITIVO” escancarado não é fácil. Ainda mais pra mim, que não queria, nem tô pronto. Meu Deus. Fiquei ali, parado, sem saber se levantava pra ir embora pensar ou se conversava com ela.
Depois de um tempo, levantei e fui pra sala. Ela tava sentada, comendo, assistindo alguma coisa na televisão.
Sereia — Vai falar alguma coisa ou vai continuar nesse silêncio?
Tzinho — Tô pensando nisso ainda... se puder esperar um pouco.
Ela concordou com a cabeça, levantou e foi pro quarto.
Sereia — Tem misto quente pra você no balcão.
Fui lá, peguei, comi. Depois fiquei um tempo ainda na sala, e então fui pro quarto. Ela já tava dormindo. Deitei do lado dela e coloquei a mão na barriga.
Tzinho — Vixi... menor veio no caos, hein. Mas ó... eu vou fazer de tudo por você, entendeu? Minha primeira cria, rapaz. O pai vai sempre te proteger. Essa doida da sua mãe também, mesmo sendo meio doidinha das ideias, vai ser uma mãe top, cê vai ver.
Dei um beijo na barriga dela e fiquei quieto pra dormir.
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Sereia on
Eu ouvi cada palavra que ele disse. Aquilo me acalmou muito.
Eu não queria ter um filho. Nem agora, nem sabia se queria mais pra frente. Mas agora... tá sendo a melhor coisa. Mesmo sabendo que vou ter que me afastar da barreira e do morro. Agora, só consigo pensar nessa criança. Apesar de tudo, tá aqui. E só eu posso proteger.
Peguei no sono em meio a mil pensamentos.
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Tzinho — Acorda aí.
Ele tava balançando meu braço, o que já me irrita.
Sereia — Que foi, cara? Deixa eu dormir, eu hein... — Olhei o celular. Era meio-dia. Revirei os olhos e caí de novo na cama.
Tzinho — Tá doida de se jogar assim? Quer machucar minha cria, é? Já falei potinho! Vai, levanta e toma banho que já marquei médico pra você.
Arregalei os olhos.
Sereia — Você tá brincando, né? Respira, vou tomar um refrigerante que ganho mais.
Fui levantar, ele segurou meu braço.
Tzinho — Não. Quem tá louca aqui é você. Vai tomar banho. Eu vou na minha casa pegar umas roupas e volto. Quando eu chegar, quero você pronta. A consulta é uma e meia. Se tiver fome, tem umas frutas aí que eu comprei pra você. Depois da consulta, a gente vê se pode ou não tomar refri.
Fiquei olhando pra ele, indignada.
Sereia — Ai ai... não lembro de ter te chamado pra dormir aqui, não. — Cruzei os braços.
Tzinho — Reclama não, senão eu só passo a noite aqui semana que vem, porque eu vou é morar com você.
Saiu sem nem me deixar responder. Eu hein, quem ele acha que é?
Fui pro banheiro, tirei a roupa e olhei minha barriga... só uma ondinha ainda. Foi aí que os flashs vieram: todas as vezes que bebi, e foram muitas. Principalmente semana passada. Bateu o medo.
Tomei banho, fui pro quarto, coloquei uma calça mostarda bem soltinha e um top tomara-que-caia branco. Sentei na penteadeira, dividi o cabelo e comecei a finalizar, pra deixar os cachos bonitos. Depois fiz uma maquiagem leve.
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Tzinho — Cheguei. Espero que já esteja pronta. — Abriu a porta do quarto e entrou. — Enrola, hein. Mas tá bonitona... carai, que perfume bom. — Cheirou meu pescoço e me deu um beijo na bochecha. Colocou uma mochila no canto do quarto.
Sereia — Pega meus documentos que tão na última gaveta da esquerda e coloca na bolsa que tá aí na cama.
Ele fez o que eu pedi. Enquanto isso, eu terminei a maquiagem.
Tzinho — Foi mal por ter falado que ia morar com você sem perguntar nada. É que... eu tô com medo de alguma coisa acontecer. Achei melhor você ficar na minha casa. Assim, se der qualquer coisa errada, eu tô perto. E também não preciso ficar indo e voltando o tempo todo.
Ele tava com os olhos cheios de lágrima.
Tzinho — A gente não sabe de quantos meses você tá. Você bebeu, fumou, brigou... tudo essa semana. Beleza que a gente só descobriu agora, mas... eu tô com medo. Medo do médico dizer que o bebê não tá bem. Espero que você entenda meu lado. Eu sei que não é desculpa pra afirmar algo sem ouvir tua opinião.
Ele abaixou a cabeça, limpando os olhos.
Sereia — Tá tudo bem. Eu te entendo. E sobre morar juntos por esse tempo... a gente conversa depois. Agora vamo logo, que eu já tô pronta.
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libertina
Teen FictionCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
