(Um mês depois)
Ísis on
Tinha se passado mais um mês e agora sim podemos dizer que algumas coisas mudaram. A Melissa ainda está ficando aqui em casa. Na minha última consulta, ela foi comigo. Agora ela faz acompanhamento com o mesmo médico que eu. O Ravi se acostumou com a Melissa e ama ficar falando com o bebê também. A Melissa conta muitas histórias para ele, então ele se apegou um pouco a ela. Eu conversei com a VG para falar um pouco com ela, perguntar do bebê. Ela fica triste por não estar com o pai do bebê, que ela gostava muito. Já vi ela chorando muitas vezes por ele enquanto escrevia.
Hoje eu estava entrando na terceira semana, a Melissa tinha entrado ontem. Tinha tomado banho e estava descendo. A VG já tinha ido para a boca. Cheguei na sala, a Melissa estava escrevendo no caderno. Ela passa muito tempo escrevendo nele. Ela me olhou e sorriu, fechando o caderno.
Melissa: Ontem passei a noite pensando nos nomes.
Sentei do lado dela.
Ísis: Acordou animada hoje, hein?
Ela concordou e levantou, indo para a cozinha.
Melissa: Não imagina o quanto fiz, até pão de queijo. Não sei se gosta.
Ela trouxe um prato com pão de queijo para mim.
Ísis: Eu amo. O Ravi também.
Ela riu.
Melissa: Ele comeu antes de ir para a escola e ainda levou de lanche.
O Ravi era extremamente apaixonado por pão de queijo.
Ísis: Mas quais foram os nomes que você escolheu?
Melissa: Se for menino, Fabio — Fabio Malta era o pai do filho dela, como ela diz, o primeiro e o último amor dela — e se for menina, vai ser Melanie Cecília Malta.
Ísis: Nomes bonitos.
Ela sorriu.
Melissa: Como dizia o Fabio, já vem com apelido feito mal.
Ela riu. Eu dei apenas um sorriso, sei que isso machucava ela por dentro.
Ísis: Amanhã temos consulta cedo. Se conseguir ver o sexo, sexta vamos no shopping comprar as coisas.
Eu estava muito feliz por ter ela comigo, até a VG gostou porque eu tinha alguém para conversar e tal.
Ísis: A VG deixou você ficar até um tempo depois que o bebê nascer, então a gente compra as coisas para o quartinho, claro, se você quiser. Elas dormem juntas, mas se quiser pode colocar no seu quarto.
Melissa: Gostei, só não quero encomendar nada que o neném incomode.
Neguei com a cabeça.
Ísis: Nunca, Mel. Vocês já são da família.
Ela sorriu.
Ísis: Vamos tomar açaí?
Melissa: Tô sem autorização da VG.
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VG on
Tinha passado um mês, quase voando. A Ísis já estava com uma certa barriga. O Ravi estava todo feliz e ansioso para saber se era menina ou menino. A Melissa estava lá em casa. Confesso que não me arrependo de ter deixado ela ficar. O Ravi ama ela, a Ísis também. Elas conversam bastante sobre tudo. Amanhã as duas têm consulta, a Melissa só um dia a mais que a Ísis, então elas sempre fazem juntas.
Eu tava terminando de arrumar a contabilidade quando meu telefone tocou, era a Ísis.
Vida❤: Vida, só liguei para avisar que me deu vontade de tomar açaí, então estou indo. A Melissa vai comigo, só tava com o cartão e com preguiça de subir na loja ou no salão para pegar, então vou colocar na sua conta. Beijo, te amo.
VG: Beijo, te amo. Se cuida, anja.
Eu que não ia ficar aqui enquanto a senhora encrenca tomava açaí, saí da minha sala, fechei a porta e saí. A rua tava lotada. Meu pai e meu tio estavam lá em uma mesa, bebendo.
Terror: Tem trabalho não?
Neguei subindo na moto.
VG: A bênção de vocês. Agora vou ver minha mulher.
Meu pai perguntou se ela tava bem, concordei e liguei a moto, indo para o açaí. Ela tava na praça, na frente da sorveteria. Parei a moto e fui até ela, que estava de costas para mim.
VG: Esse açaí aí tá bom?
Ela me olhou e sorriu, me dando um beijo.
Ísis: Está ótimo.
Ela me deu uma colher do açaí. A Melissa tava de cabeça baixa.
VG: E o seu, tá bom?
Ela ergueu a cabeça, olhando para mim, concordando. Cheguei perto dela, abri a boca e ela colocou uma colher.
Ísis: Tá bom, em vida. Meu pai e meu tio tão lá na boca, vou ficar um pouco lá conversando com eles, então vou chegar um pouco tarde em casa. Qualquer coisa me liga.
Ísis: Se cuida, em.
Ela me beijou. Dei tchau para a Melissa e fui para a moto, ligando ela e indo para a boca.
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libertina
Teen FictionCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
