Acordei com o alarme do celular. Eram cinco e dez. Levantei, tomei um banho rápido, coloquei uma calça preta, uma blusa de alça e um coturno sem salto. Botei o celular no bolso e fui pra cozinha comer alguma coisa. Tinha bolo na geladeira. Comi um pedaço, fiz um café, tomei e peguei uma chave de uma das motos do meu pai. Peguei minha Glock, coloquei na cintura e fui pra garagem. Sumi na moto e vazei pra boca.
Quando cheguei, o Pirulito tava dormindo de pé.
— Acorda, vagabundo — bati na cabeça dele e entrei na boca. Quando abri a porta da salinha, tava um caos.
— Foi mal, peguei dois turnos seguidos — concordei com a cabeça.
— Tá aqui a ficha da mina do 21. Só pra fazer um bom trampo, tá até da mãe dela aí também — olha, é bobo, mas eficiente.
— Beleza. Você é meu braço esquerdo — ele sorriu todo todo.
— Ah, vai atrás de alguém pra limpar essa sala. Odeio coisa desarrumada. Procura umas caixas de papelão pra eu guardar esses registros e chama dois vapores pra tirar essa mesa, cadeira, tudo que tem aqui. Não quero nada disso. E tudo pra hoje. Até uma hora isso tem que tá pronto.
Ele concordou.
— À tarde você pega de descanso. Vou te adiantar cinco mil. Não é muito, mas ajuda.
Fui em direção à moto.
— Ajuda muito!
Subi na moto, ajeitei os papéis e falei:
— Vou falar com o Terror. Vou te mandar foto de umas coisas pra colocar na sala, e você vai dar seus pulos pra trazer até eu voltar.
Ele concordou e saiu gritando no radinho pra arrumar uma mulher pra limpar a sala.
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Fui até onde meu tio fica, na boca da Sul. Entrei na sala dele e ele tava cheirando um pino de cocaína.
— Ora, ora hein... — sentei na frente dele.
— Não tinha que tá trabalhando, vagabunda?
Peguei meu celular do bolso e mandei as fotos pro Pirulito: uma mesa, uma cadeira confortável, duas cadeiras comuns, um sofá e um armário pra guardar as coisas.
— Não tem como trabalhar na bagunça. Os menor tão arrumando lá. Começo a trampar só à tarde, mas vim falar de trabalho também.
— Solta o papo — me entregou um cigarro de maconha enquanto acendia um.
— Quero meu radinho e meu fuzil.
Ele jogou o radinho na minha direção.
— E uma casa mobiliada, de preferência perto da boca e do beco 21.
Ele riu.
— O radinho tá aí. O fuzil tá no cofre, depois te entrego. Mas a casa... aí fode. A boca é no beco 71, um pouco longe do 21. Você não acha não? — falou rindo.
Ele tinha razão.
— Que porra. Então pode ser qualquer lugar essa merda.
Ficamos quase duas horas vendo casa. Peguei uma perto da praça, no beco 74. Quando deu onze horas, fui almoçar.
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Radinho on
— Vg, tá lá onde, Pirulito?
— Tamo terminando sua sala. Uma hora tá pronta.
— Papo reto?
— Mais é lógico! Aqui é tudo mil grau. Eu até comprei aqueles palitinhos cheirosos pra colocar!
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libertina
Roman pour AdolescentsCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
