Capítulo Seis

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Acordei com o alarme do celular. Eram cinco e dez. Levantei, tomei um banho rápido, coloquei uma calça preta, uma blusa de alça e um coturno sem salto. Botei o celular no bolso e fui pra cozinha comer alguma coisa. Tinha bolo na geladeira. Comi um pedaço, fiz um café, tomei e peguei uma chave de uma das motos do meu pai. Peguei minha Glock, coloquei na cintura e fui pra garagem. Sumi na moto e vazei pra boca.

Quando cheguei, o Pirulito tava dormindo de pé.

— Acorda, vagabundo — bati na cabeça dele e entrei na boca. Quando abri a porta da salinha, tava um caos.

— Foi mal, peguei dois turnos seguidos — concordei com a cabeça.

— Tá aqui a ficha da mina do 21. Só pra fazer um bom trampo, tá até da mãe dela aí também — olha, é bobo, mas eficiente.

— Beleza. Você é meu braço esquerdo — ele sorriu todo todo.

— Ah, vai atrás de alguém pra limpar essa sala. Odeio coisa desarrumada. Procura umas caixas de papelão pra eu guardar esses registros e chama dois vapores pra tirar essa mesa, cadeira, tudo que tem aqui. Não quero nada disso. E tudo pra hoje. Até uma hora isso tem que tá pronto.

Ele concordou.

— À tarde você pega de descanso. Vou te adiantar cinco mil. Não é muito, mas ajuda.

Fui em direção à moto.

— Ajuda muito!

Subi na moto, ajeitei os papéis e falei:

— Vou falar com o Terror. Vou te mandar foto de umas coisas pra colocar na sala, e você vai dar seus pulos pra trazer até eu voltar.

Ele concordou e saiu gritando no radinho pra arrumar uma mulher pra limpar a sala.

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Fui até onde meu tio fica, na boca da Sul. Entrei na sala dele e ele tava cheirando um pino de cocaína.

— Ora, ora hein... — sentei na frente dele.

— Não tinha que tá trabalhando, vagabunda?

Peguei meu celular do bolso e mandei as fotos pro Pirulito: uma mesa, uma cadeira confortável, duas cadeiras comuns, um sofá e um armário pra guardar as coisas.

— Não tem como trabalhar na bagunça. Os menor tão arrumando lá. Começo a trampar só à tarde, mas vim falar de trabalho também.

— Solta o papo — me entregou um cigarro de maconha enquanto acendia um.

— Quero meu radinho e meu fuzil.

Ele jogou o radinho na minha direção.

— E uma casa mobiliada, de preferência perto da boca e do beco 21.

Ele riu.

— O radinho tá aí. O fuzil tá no cofre, depois te entrego. Mas a casa... aí fode. A boca é no beco 71, um pouco longe do 21. Você não acha não? — falou rindo.

Ele tinha razão.

— Que porra. Então pode ser qualquer lugar essa merda.

Ficamos quase duas horas vendo casa. Peguei uma perto da praça, no beco 74. Quando deu onze horas, fui almoçar.

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Radinho on

— Vg, tá lá onde, Pirulito?

— Tamo terminando sua sala. Uma hora tá pronta.

— Papo reto?

— Mais é lógico! Aqui é tudo mil grau. Eu até comprei aqueles palitinhos cheirosos pra colocar!

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora