Isis on
Acordei com o despertador às cinco da manhã. Odeio isso, mas é a hora que a VG vai pra Boca, e agora ela vai ter que ficar um mês batendo ponto, o que é chato, mas fazer o quê, né? Levantei e fui pra cozinha fazer café, amo café e é bom.
VG — Minha vida, você viu meu colar de arma e minha arma também? — Ela me abraçou por trás e sentou pra colocar o tênis.
Isis — A arma tá na gaveta do lado da cama, o fuzil tá no mesmo lugar de sempre, e o colar deve estar na gaveta do banheiro. — Ela concordou e saiu subindo as escadas. — Hoje eu vou ver a loja e o salão, vou passar o dia todo lá e vou levar o Ravi.
VG — Beleza, vou mandar uma mulher vir limpar a casa pra gente ficar de boa, e vou fazer a compra pela internet, daí mando um vapor pegar no mercado, pode ser? — Concordei, arrumando a mesa do café.
Isis — Beleza, compra as coisas pra fazer uma lasanha de panela e bolo, não esquece do milho. — Dei um beijo nela e subi pro quarto. Tomei um banho, coloquei uma calça jeans clara e um blusão da VG, e desci pra tomar café. A VG tava no celular.
VG — Na sexta, o Ravi vai dormir com o Tzinho porque ele tá dando nojo. Eu vou chegar tarde porque vou em outro morro ver umas coisas do assalto. Ficou lindo com a minha blusa, mas sempre vou preferir sem. — Ela beijou meu pescoço e saiu.
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VG on
Saí de casa, entrei no carro e fui pra Boca do Sul, onde meu tio tava. Estacionei o carro, arrumei minha blusa e entrei. Meu tio e meu pai estavam na sala.
VG — Iaia, vamos começar, podem falar. — Beijei a cabeça do meu pai e do meu tio.
Terror — A gente vai sequestrar a filha do chefe da facção rival, o que não vai ser fácil. Vamos ter que fazer alguém se aproximar dela. Já temos o horário dela e tudo mais, precisamos fazer com que ela confie em algum dos nossos.
VG — A sereia, ela é super amigável.
Terror — Ela já tá na mira deles, o Tzinho também.
VG — Pensaram em alguém? — Eles concordaram.
Terror — Na Isis. — Neguei, me levantando.
VG — Nem pensar, de jeito nenhum. Acabou a reunião.
Terror — Tzinho e a sereia vão pra Bolívia e pensam melhor sobre a Isis. — Neguei e saí. Entrei no carro e fui pra Boca Central.
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Isis on
Já eram cinco da tarde. Eu tava chegando em casa com o Ravi, que tava cansado, tadinho do meu neném.
Ravi — Mãe, eu vou tomar banho e depois vou brincar no quarto. — Concordei e fui tomar banho também. Coloquei um pijama e fui brincar com o Ravi.
Já eram oito e meia, e eu tava brincando de carrinho com ele.
Isis — Meu amor, vou fazer janta, tá? — Beijei a cabeça dele e desci pra cozinha começar a preparar a janta. Depois de um tempo, a VG entrou e veio me abraçar.
VG — Meu Deus, que saudade, minha loira, filho! A mamãe chegou. — Ela me beijou e subiu as escadas. Depois de um tempo, desceu.
Isis — Qual foi a bomba de hoje? — Eu já conhecia aquela cara dela.
VG — Lucro diminuindo, sequestro, tudo uma merda.
Isis — Sequestro? Que merda é essa? — Sentei no sofá ao lado dela.
VG — O chefe do comando rival tá pegando nossas mercadorias, aí a gente vai pegar a filha dele pra fazer uma troca, mas não vamos machucar ela, fica tranquila. — Ela me beijou como se aquilo fosse me acalmar.
Isis — Vão tirar a menina do comando dela assim, fácil? Lógico que não, né, VG? — A porta abriu e o Terror entrou.
Terror — A gente ia colocar você pra fazer isso. — Olhei sem entender.
VG — Já falei que ela tá fora, entendeu? — A VG levantou com tudo e subiu as escadas.
Isis — Fala aí, como que eu ia ajudar vocês? — Ele negou, sentando no sofá.
Terror — Deixa quieto, a VG tá certa, melhor não. — Neguei.
Isis — Quem tem que falar o que é melhor sou eu, então pode começar a falar e eu tiro minhas próprias conclusões. — Sentei no sofá e fiquei olhando ele.
Terror — A gente ia colocar você pra virar amiga da menina pra trazer ela pro morro. Ninguém vai machucar ela, a gente só quer fazer uma troca usando a filha dele. — Concordei.
Isis — Foda-se a VG, tô dentro. O morro não pode sair no prejuízo. Como que vamos fazer? — Ele sorriu e olhou pra VG, que tava de braços cruzados.
VG — Se ela se machucar, você será o responsável por isso, e se ela morrer, o senhor perde esse morro. Então pensa muito bem como vai fazer isso. — Ela saiu batendo a porta, o que me assustou, mas eu sei como ela é cabeça quente quando se trata comigo.
Terror — Segunda vai lá na Boca, já mostro o plano todo certinho, garantindo total segurança. Boa noite aí pra vocês. — Dei boa noite e ele saiu. Chamei o Ravi, servi minha comida e a dele e sentei pra comer.
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libertina
Novela JuvenilCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
