Vg on
Desci do camarote indo em direção ao bar. Já logo vi ela sentada, mexendo no celular. Porra, quem vem pro baile pra ficar no celular? De duas, uma: ou é a primeira vez dela no baile ou ela não tem amigas, porque não é possível.
Parei do lado da cadeira dela e chamei o barman.
— Me vê uma batidinha de abacaxi com hortelã — olhei pra Isis, que tava olhando pra pista de dança. — E uma de morango pra mina aqui.
Ele concordou e foi preparar as bebidas.
— Valeu — ela deu um sorriso de canto, olhando pra mim.
Sentei na cadeira ao lado dela.
— Foi nada não. Mas fala aí, qual seu nome?
Ela começou a rir. Mina mó doida.
— Okay, vou falar meu nome fingindo que você não puxou minha ficha completa — neguei rindo. Porra, a mina não é nem um pouco besta. — Prazer, Isis. E pelo amor de Deus, não vem dizer que “prazer é só na cama”.
Ri disso.
— Desde que cheguei aqui, toda vez que alguém pergunta meu nome, escuto a mesma coisa.
— Véio, tu é foda. Mas se parar pra analisar, essa frase já tá errada desde o começo. Porque prazer é em todo lugar, não só na cama.
Peguei os dois copos com o cara do bar e entreguei o dela.
— Concordo. Mas eu nunca te vi por aqui. Se bem que eu não saio muito, mesmo morando aqui há três anos.
Velho... o que essa mina tem de bonita, meu Deus. Tô ficando até sem ar.
— E mulher de qual vagabundo? — falou rindo pra caralho. Não sei como ela vê graça em tudo.
— Sou mulher de ninguém, não. É que você não me viu porque eu tava presa. Saí na quarta-feira. Faz nem cinco dias.
Ela engoliu seco.
— Foi mal…
Comecei a rir da cara que ela fez, toda sem jeito.
— Tá de boa. Vamo lá pro camarote?
Ela negou com a cabeça.
— Só vou terminar de beber esse aqui, aí vou.
Concordei. Olha ela, vai me fazer esperar…
— Mora em que beco?
Terminei minha batida e pedi uma cerveja.
— Beco do vinte e um.
Concordei com a cabeça. Aquele beco não é o melhor nem de perto. É ruimzão.
— E você?
— Sei não — ri da minha própria resposta, o que fez ela rir também. — Tenho que arrumar uma casa, daí te falo.
Ela confirmou com a cabeça, guardando o celular no bolso.
— E você, trabalha?
— Trabalho num bar na frente da praça. E você?
Deve ser o bar do seu Magalhães.
— Trabalhava na boca central. Mas dei rodeio. Peguei quinze anos, mas diminuiu pra cinco. Segunda-feira eu assumo a boca de novo.
Ela concordou, deixando o copo vazio no balcão.
— Bora subir?
— Com uma condição — ela deu aquele sorriso de quem quer pedir alguma coisa. Concordei com a cabeça pra ela continuar. — Depois você dança comigo. Não quero dançar sozinha e também não tenho amigas.
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libertina
Teen FictionCorre menor porque no morro do chapadão não tem dó e muito menos perdão Se você roda não abre o bico porque se dedurar vai aparecer morto e mãe vai chora em cima de caixão
