Capítulo Dois

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Vg on
Voltei pra cela toda arrebentada. Nem conseguia andar direito, e minha beliche era a de cima.
— Acorda, porra — murmurei, sacudindo a Bárbara que dormia na cama de baixo.

— Porra, Virgínia... não tô no clima agora, não. Vira aí sozinha — disse sem nem olhar na minha cara.

— Caralho, Bárbara, preciso que você durma na minha cama hoje — minha voz saiu fraca, mas firme.

Ela se virou, me encarando com os olhos arregalados. Rapidamente saiu da cama e me ajudou a deitar na dela, cobrindo meu corpo com cuidado. Ficou ali, fazendo carinho na minha cabeça, em silêncio. Não perguntou nada — sabia que não precisava. Aqui dentro, isso era mais comum do que devia.

Peguei no sono com os dedos dela afagando meu cabelo.

Acordei com a porra do cassetete do guarda batendo nas grades. Não sei que vício é esse de acordar os outros no grito.

— Tomar sol, porra! Tá surda? — veio pra cima de mim.

— Ela tá quase morrendo, porra! Não vai se preocupar com sol — respondeu Bárbara, pegando meu livro e saindo com o guarda. Demorou um pouco, mas voltou com a bandeja do café da manhã.

— Não precisava, pretinha — puxei ela pra perto e a beijei devagar.

— Tá quase morrendo e ainda pensa em transar, Virgínia — ela riu, tentando tirar a bandeja da cama.

— Vamos aproveitar... amanhã eu tô fora daqui.

Ela apenas concordou. Sentou no meu colo com as pernas de cada lado, me arrancando um gemido baixinho de dor — ainda doía tudo. Mas taquei o foda-se. Peguei o comprimido que guardava no travesseiro, engoli seco e me entreguei àquele momento.

Beijei o pescoço dela com fome, explorando sua pele como se quisesse guardar cada centímetro na memória. Ela arqueou o corpo, me puxando com força, como se quisesse esquecer que o mundo lá fora ainda existia. O calor, o ritmo, os gemidos abafados... naquele instante, éramos só nós duas, presas num desejo que queimava mais do que qualquer castigo dessa prisão.

Horas depois, ela se levantou.

— Vou voltar pro pátio — disse, se vestindo com um sorriso satisfeito.

Terminei de comer o que ela tinha trazido quando Paula entrou na cela com aquele olhar safado de sempre.

— E aí, não vai nem se despedir?

Porra... hoje o chá vai ser forte.

— Claro que ia, só tava comendo primeiro, né?

Larguei a bandeja e fui direto nela. A puxei pela cintura e roubei um beijo com gosto. Ela já estava sem sutiã — facilitou meu trabalho.

Desci os beijos por sua pele quente, explorando cada curva com prazer. Paula gemeu no meu ouvido e sussurrou que queria ser tratada como gostava — e eu sabia exatamente o que fazer. Apertei seu pescoço com leveza, apenas o suficiente pra fazê-la sorrir com os olhos, e continuei a provocar até ela se perder de novo em mim.

Quando foi a minha vez, ela me deitou, como quem sabe cada detalhe do meu corpo. Não precisava de muito — só da língua dela, do jeito certo, da força certa. E ela sabia fazer isso melhor do que qualquer uma ali.

— Chupa direito, porra — sussurrei, enlaçando os dedos no cabelo dela e pressionando sua boca contra mim.

Ela parou, olhou pra mim com aquele olhar malicioso e disse:

— Vamos num meia nove?

Ah, essa acha que tá na Disney... mas foda-se. É meu último dia aqui mesmo.

— Tá esperando o quê, caralho?

E ali, naquele colchão fino e frio da prisão, esqueci por alguns minutos que era a filha do sub do Chapadão. Esqueci das dores, da surra, da cela. Só existia o agora. E a promessa de que, do lado de fora, tudo seria diferente.

libertinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora