Capítulo 3

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Kakashi

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Kakashi

  Mais um dia de trabalho havia sido encerrado e estava voltando para casa. Estava cansado e desgastado e precisava de uma boa noite de sono.

    As ruas da cidade estavam passivas, não havia muito movimento, o céu de cor alaranjada misturado com lilás indicavam o crepúsculo acompanhando o início da noite. O fim do dia dava uma sensação de relaxamento, era aconchegante e sentia minha respiração contrair todos os meus músculos o ar inalado era fresco e saía das minhas narinas de forma densa e áspera.

   Meu olhar focava nas ruas não muito movimentadas até então o sinaleiro fechar indicando parada obrigatória. O carro estava parado esperando a passagem ser liberada. Aguardando pela abertura da rua olhei pelas janelas em busca de algo que me entretesse porém não vi nada que me chamasse a atenção, mas também não havia nada de interessante entre os carros passando a minha frente e a brisa climática de temperatura baixa. Respirei fundo expressando cansaço  vendo a paisagem  que — também — não me oferecia nada de interessante aos meus olhos não sabia dizer porque estava com tanto tédio, talvez fosse o cansaço e estresse do dia que se misturaram trazendo sensação de desgaste. Virei a cabeça para o lado direito quando meus olhos pousaram sobre a figura de olhos caramelizados e cabelos verdes escuros e sedosos, ela estava lá! Pisquei duas vezes para ter certeza de que não era uma ilusão e — para minha felicidade ou não — não era.

   O mundo ao meu redor parou, era como se apenas eu e ela existíssemos naquele instante. Meu olhar estava tão focado nela — que estava na calçada ao meu lado — que não notei mais nada, a situação se assemelhava  à uma cena de um filme romântico, seus cabelos verdes com o comprimento mais alongado dançavam devido o vento, seu olhar penetrante e  neutro me olhavam de forma curiosa parecia que seu olhar invadia minha alma, os brincos pratas em sua orelha exalavam brilho. Seus cabelos verdes escuros — tão escuros que pareciam pretos — ondulavam-se delicadamente em suas pontas. Seus grandes olhos castanhos caramelizados estavam ainda mais belos do que me lembrava, tinha algo naquele olhar que me deixava preso, indefeso e incapaz de ignora-lo. E sem exceção é claro, da pequena pintinha preta próxima de seu olho direito. Sua pele branca e delicada estava ainda mais radiante me lembrava o brilho dos raios solares calorosos durante os dias de verão sua pele aparentava estar mais delicada do que me recordava e me perguntava se estava tão macia quanto antes.

Céus! Estes anos apenas fizeram bem à está mulher.

   Depois de tantos anos uma oportunidade para esclarecimento havia surgido. Bastava apenas o semáforo abir para falar com ela.
  Porém, assim que o semáforo abriu indicando a luz de coloração verde um ônibus passou em nosso meio  bloqueando minha visão por um segundo e assim que o transporte seguiu em frente ela não estava mais lá…

   Para onde ela teria ido? Ela não pôde subir no ônibus, e muito menos deu meia volta. Obriguei meu cérebro a pensar em algo, mas, se tratando dela nunca consigo ter conclusões lógicas. Direcionei meu braço direito até o esquerdo e logo senti uma pequena ardência sobre a pele e pude ter certeza de que não era um sonho ou muito menos um pesadelo. Então para onde ela teria ido desta vez? Fugirá de mim novamente? Ou devo esquecer isso e acatar tal acontecimento como uma ilusão?

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