Capítulo 51

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Contos do Kakashi

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Contos do Kakashi

  Tempo, é uma coisa bem complexa se analisada com mais precisão. Sempre dizemos que estamos perdendo tempo, geralmente é quando algo foi uma grande bola fora e tentar resolver não deu em absolutamente nada.

Mas a questão é que estamos sempre perdendo tempo.

  Um passo, se passa um segundo, um piscar de olhos, mais um segundo, arrumar o cabelo, dormir, se preparar para ir trabalhar… já se passaram minutos consideráveis.

  E Kakashi começava a se perguntar se deveria se envolver com este caso, uma vez que tivera oportunidades nulas de sequer ir ao incêndio onde a casa de Hanare pegou fogo. Pois tivera um vôo marcado para San Diego e precisou ir às pressas.

— E o que exatamente aconteceu?

  Kakashi também notou que psicólogos e detetives possuem profissões similares, a diferença é que um investiga crimes que ocorreram e precisam de respostas, já o outro, investiga a origem de um problema mental ou pessoal, mas a finalidade é encontrar respostas.

— Não sabe o quanto fico grata, detetive. Estive te procurando há algum tempo para entrar em contato, mas só agora que a tragédia aconteceu consegui entrar em contato com você.

  Kakashi estava analítico como de costume, mas ao olhos de Obito, seu fiel companheiro e amigo para todas as horas, as coisas estavam diferentes do comum. O estresse transbordando das veias de Kakashi e seus olhos pesados e cansados. Dava para sentir que ele estava longe do alcance, mas mesmo assim ele escutava cada detalhe com precisão.

  Obito identificava a causa disso, não poder entender a causa do incêndio repentino o estava corroendo. Mas também, perder um incêndio anônimo para Shizune e Itachi era bem incomodativo. Mas o Hatake garantiu, que não era de hoje que estava assim.

  Já Kakashi, já havia prestado atenção nas poucas palavras da moça à sua frente, identificando pontos curiosos em um único dizer onde ele já imaginava possibilidades, e esperava a oportunidade para poder seguir por alguma delas.

   A moça se chama Toki, uma bela moça, diga-se de passagem, Kakashi não negou a beleza dela, e confessa que a achou bonita, mas nada além disso. A mulher possui cabelos roxos, compridos até a coluna, ondulados de uma maneira bonita e realçada. A pele bronzeada pelo Sol, não de maneira intensa, mas o suficiente para não deixá-la parecendo um fantasma, os olhos negros como duas jabuticabas se destacavam no rosto pálido da mesma. A mulher possui altura mediana, magra, sem curvas acentuadas, com cintura fina e seios pequenos.

  Ela usava um vestido curto, de um tecido que imitava couro, preto, com a gola justa ao pescoço e babados nos ombros. O cabelo preso em um rabo de cavalo alto acentuava as ondas do cabelo, e a franja a deixava elegante e contornava seu rosto de aparência delicada. Saltos baixos, negros com o solado marrom, de bico fino com uma tira circulando os tornozelos, afivelando o calçado. Ela não usava maquiagem e sequer joias, o que se destacava em seu rosto eram as olheiras que pareciam profundas demais, o que Kakashi notou, acompanhada de uma postura mais solta que a deixava mais vulnerável. 

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