Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Kakashi
Eu não fazia ideia de que horas eram naquele momento, nem a quanto tempo estávamos ali. Tudo isso parecia um sonho — ou um pesadelo dependendo do ponto de vista — e eu não sabia se queria acordar, ou continuar sonhando. Neste exato momento estávamos sentados na mesa da cozinha, com Obito ao meu lado e a menina misteriosa na nossa frente. Desde que Obito a tirou de debaixo da cama e a convenceu de conversarmos não trocamos uma palavra nos últimos sete minutos. Obito — não querendo se envolver demais no assunto — permanecia quieto sem dizer uma única palavra. Ele deixaria que eu começasse o diálogo — interrogatório melhor dizendo — mas isso era uma missão difícil. Eu mal conseguia pensar no que falar ao olhar para os mesmos pares de olhos que os meus, minha respiração mais forte que o de costume oxigenava minhas células cerebrais, me deixando tonto no processo.
Obito intercalava seu olhar sobre mim a cada quinze segundos esperando alguma resposta ou início de uma conversa vindo de mim. Seu rosto sério e quase impaciente estava me dizendo: " se você não falar alguma coisa logo eu vou voar no seu pescoço ".
— O que vocês estão fazendo aqui? Ainda não me disseram porque estão na minha casa.
A garota que também se mostrava impaciente decidiu interromper o silêncio e ir atrás de respostas. O que já era um alívio meu por ela ter começado a conversa.
— Acontecimentos recentes me trouxeram até aqui. — Respondi de imediato.
Obito soltou o ar discretamente e quase gritou um aleluia por eu ter dito alguma coisa depois de todo esse tempo.
Minha intenção agora era tentar descobrir como aquela garota estava relacionada ao hackeamento do meu computador. Talvez ela não soubesse de nada, ou, estivesse totalmente inclusa nesse acontecimento — o que eu descartava e achava difícil. — Mas tentar descobrir o que se passava por de trás daquele rostinho fofo, inocente e um pouco carismático era mais difícil do que parecia.
— Tipo mensagens criptografadas? — Ela respondeu e isso sim me deixou surpreso.
Até onde ela sabia sobre isso?
— Sua mãe te contou?
— Minha mãe não tem nada a ver com o seu computador de trabalho hackeado. — Ela disse.
Pela entonação da voz, posicionamento dos olhos e a postura confiante era evidente de que estava falando a verdade. Então isso só significava uma coisa: havia sido ela. Como uma criança tão pequena teria conhecimento o suficiente para hackear um computador? Além disso estava curioso em como a Hanare não sabia que a própria filha tinha conseguido tal façanha?
— Foi você. — Falei não demonstrando minha surpresa total, como se já esperasse por aquilo. — Por que fez isso?
— Porque eu queria respostas, e precisava encontrar alguém. São dois coelhos numa cajadada só.