Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Ao abrir a porta e se deparar com as luzes apagadas, foi possível concluir que todos estavam dormindo, o horário facilitava, às 22:15 as crianças costumavam estar na cama.
Colocou as chaves em cima de prateleira aérea que o pequeno hall de entrada disponibilizava. Retirou os sapatos e os colocou embaixo da prateleira, e assim adentrou a casa em passos leves. Obito não tinha a intenção de acordar seus filhos, e muito menos sua esposa afinal, Rin voltará às 03:15 da manhã daquele dia, e provavelmente estava muito cansada. De acordo com a própria, aquele plantão no hospital havia sido cansativo.
A idéia de passar pela cozinha e comer alguma coisa se passou na cabeça com madeixas negras. O que não era algo ruim, havia passado horas investigando, analisando pistas, colocando relatórios em dia, recebendo mais crimes... Enfim, uma agenda cheia. Além de estar precisando ingerir algum alimento, um aroma quase imperceptível vinha da cozinha, doce e saboroso, e Obito conhecia bem o aroma:
Bolo de chocolate, com cobertura de brigadeiro e granulado colorido.
Sua boca chegava a salivar com a ideia de encontrar um bolo tão delicioso assim, seu estômago aprovava. Isso se seu nariz não lhe tivesse estragado, porque afinal, não era a primeira vez que acontecia de seu olfato o enganar, como em uma vez que sentia um cheiro salgado e achava que vinha de sua cozinha quando na verdade a torta de frango desfiado era da vizinha, a situação só se tornou engraçada porque Obito revirou os armários atrás do cheiro, indignado que o aroma não vinha dali. Só que desta vez tinha certeza que não era um aroma forjado.
Querendo chegar até a cozinha para confirmar sua saborosa teoria ele deu longos passos até a entrada do cômodo, só que a ideia foi por água a baixo quando ouviu um pequeno "clic" e e uma luz baixa em tom amarelado surgiu no meio da sala. As íris negras, juntas da cabeça deslizaram devagar para trás, encontrando a figura de Rin Uchiha, sentada em uma poltrona ao lado de um abajur que ele nem sabia que existia ali.
Ao olhar para a esposa, sentada com os braços e pernas cruzadas, vestindo um robe de seda longo vermelho escuro, com detalhes de rendas preta nas barras das mangas e também nas barras que chegavam próximas aos pés. Rin também tinha uma expressão apática no rosto, como se não sentisse nada, até que ela repuxou os olhos e saltou uma sobrancelha, e isso em todas as letras significava:
“ O que você quer me dizer? ”
A ideia de dar um beijo em sua esposa e falar um Boa noite para fugir daquela conversa se passou pela cabeça de Obito, sabia que Rin estava desconfiando dele, e insistir em perguntas de "está mesmo tudo bem?" Quebravam o Uchiha, afinal havia prometido a Kakashi que iria manter segredo mas esse segredo estava a sufocando.
Claro que ela estava preocupada com o esposo, afinal Obito andava pensativo, sempre distante, e parecia carregar um peso enorme nas costas. Algo o incomodava e ela sabia disso, mas ter essas reações não faziam jus a personalidade dele, quando sempre era tão alegre e espontâneo e agora ou estava muito pensativo, ou sorria e fazia caretas de felicidade sem um motivo aparente. A mulher respirou fundo e suspirou rapidamente, se levantou e atravessou a sala. Obito analisava cada movimento de sua esposa.