Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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72 horas antes: sobrevoando o Atlântico, 01:35 AM.
— Hum, finalmente! — A mulher gemeu de satisfação ao sentir a bebida borbulhante descer como seda pela sua garganta. — Quem imaginaria? Tanto tempo depois, mas concluímos com sucesso.
A mulher de curiosos fios de cabelo cor de rosa comemorava a vitória com o champagne de luxo caro em mãos. O uniforme preto sofisticado justo ao corpo valorizava suas curvas, o cabelo preso em um coque estiloso com tranças realçava os traços do seu rosto e deixavam mais a mostra os olhos penetrantes cor de mel. O sotaque forte russo indicava sua nacionalidade, além da forma curvínea do corpo e sua altura.
A satisfação da figura desconhecida era tanta que ela nem se deu o luxo de perceber a tensão do companheiro, na verdade ela percebeu, mas estava tão contente que poderia ter algum tempo de folga que nem ligou para o mau humor do homem a sua frente.
— Fazem o que? 14, 15 anos? Que seja! — Desdenhou. — Quero comemorar essa conquista em Las Vegas, dançar, beber e gastar até cair! — Enquanto ela comemorava e projetava planos, o homem de cabelos negros apenas revirou os olhos, engoliu o champagne gelado e olhou pela janela do jatinho de luxo que deveriam valer alguns milhões de euros.
— Dá pra calar a boca? Sua voz me irrita. — Ele disse em desprezo.
— Aí que mal humor! Que cara é essa? Deveria estar comemorando comigo, depois do que aquela... Aquela praga fez deveria ao menos estar satisfeito!
— Satisfeito? Estamos nesse vôo há horas porque a vagabunda levou um tiro! O que acha que o chefe acharia disso? Se ela morrer, nós — apontou de um para o outro — morremos. — Olhou com intensidade para os olhos cor de mel.
A mulher revirou os olhos e engoliu de uma vez só o restante da bebida borbulhante em sua taça de vidro finíssimo. Torceu um sorriso maldoso e malicioso nos lábios pintados de batom vermelho matte.
— Ele mesmo nos enviou para trazê-la de volta. Viva ou morta. — Silabou. — Palavras do próprio. — Deu de ombros, arregalou os olhos e levantou as sobrancelhas. — Ah e aliás, belo tiro. — Lançou- lhe uma piscadela.
O homem deu um sorriso satisfeito e maneou a taça para frente em sinal de agradecimento.
— Eu poderia ter acertado na perna. — Falou para si mesmo. — Mas ela ainda é uma de nós.
— Mas mesmo assim levou um tiro no abdômen. — A mulher completou desdenhosa. — Tem ideia de que perdemos 14 anos da nossa vida correndo atrás dela? Um tiro não é de nada! Se ela não fosse a preferidinha do chefe ela nem se quer estaria viva, ela deveria agradecer. Afinal ela só está viva por puro capricho. E outra! Se não precisássemos tanto dela, ela seria morta da pior forma. — Franziu o cenho irritada, mas abriu o sorriso com um pensamento cruel. — E eu adoraria ficar com esse trabalho.