Capítulo 46

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  Maíse estava nos Estados Unidos, e já se sentia completamente entediada

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  Maíse estava nos Estados Unidos, e já se sentia completamente entediada. Era um saco ter que limpar a bagunça dos outros, ainda mais a de Hanare. Sentia como se a faxina de uma casa tivesse sido deixada para trás e ela quem teria que limpar.

— Não podíamos simplesmente tacar fogo? — Ela sugeriu enquanto surgia no cômodo, encarando a figura que estava lendo um jornal em uma poltrona. — É bem mais prático.

— Se você quiser alarmar tudo, sim, é bem prático. — Tayler respondeu, baixando poucos centímetros o jornal que lia.

Maíse fez uma careta, colocando as mãos na cintura. Inconformada com a atitude de Tayler, a verdade é que Maíse não queria trabalhar, queria, quem sabe, aproveitar as praias de Los Angeles e passear em Santa Mônica. Mas por alguma razão, parecia que Hanare nunca morria, pelo menos para o detetive.

— Mas assim ele não vai ter como investigar isso. Se todas as evidências de Hanare sumissem, ele não teria o que investigar. — A mulher continuou, olhando com esperança para que Tayler aceitasse seu  pedido.

  O homem lhe devolveu um olhar desdém, que Maíse não aprovou, mas sabia que nada adiantaria já que ele é seu superior. A mulher revirou os olhos, suspirando alto e se sentando em um sofá ali perto com as pernas em posição de índio.

— Ele já não tem, Maíse. — Tayler começou a ler outra página do jornal, a mulher ficou confusa.

  Tayler tem suas observações, e ele não estaria ali se seu chefe não lhe tivesse enviado. Mas ele também tinha bastante informações, não só de Hanare, mas de todos, num contexto geral, de Maíse, Alexander, Kakashi, Diana, Pakura e… uma sequência gigante de pessoas. Ele seria capaz de acabar com muitas pessoas apenas evidenciando aquilo que ele tem em mãos. E ele sabia que o trabalho de Kakashi estava difícil, em partes Tayler tinha culpa por estar limpando as pistas sobre Hanare.

Não que ele já não tenha feito isso em algum momento.

— Então as coisas estão difíceis para o detetive… — Maíse murmurou animada, massageando o tornozelo esquerdo. — Mas porque não…

— Porque aí sim ele vai ter o que investigar. — Tayler fechou o jornal com força, o jogando na mesa de centro. — Alarde demais, não queremos isso.

  Maíse fez uma cara de desgosto, ela sabia que ele tinha razão, mas queria que isso acabasse de vez, era chato demais ter que lidar com essas coisas, ela preferia centenas de vezes mais estar em uma oficina barata arrumando peças de carro ao invés de cuidar dessa situação, pois era como limpar a bagunça de outras pessoas.

— Mas e aí, tem alguma fofoquinha sobre o detetive? — Ela perguntou empolgada, mexendo as sobrancelhas.

  Tayler lançou para a mulher um olhar gelado e sério. Ele sabia de muitas coisas, coisas que Kakashi jamais imaginaria que ele sabe. Maíse sabia que Tayler tem informações, e achava justo que devesse ter alguma casquinha de informações sobre o homem que ficaria vigiando. Na verdade, Maíse o considerava um fofoqueiro de honra, pois sabia muito e pouco falava, o que era péssimo para curiosos como ela.

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