Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Kakashi
A loja de dunots é um lugar colorido. Paredes com cores laranjas e azuis, mesas de formato redondo com toalhas xadrez azul e vermelho. O balcão ficava na parede oposta à porta, apresentando seus quitutes para vender mais facilmente. As coberturas dos doces eram vibrantes, rosas, laranjas, azuis, vermelhas... De todo o tipo, chegava a ser engraçado.
O aquecedor do ambiente fazia com que a temperatura aumentasse, me obrigando a tirar meu sobretudo, a movimentação de clientes era mediana, o cheiro de cafés e bebidas quentes chegavam as minhas narinas, o aroma dos doces passeavam na minha mente, me instigando a experimentar alguns dos doces que o cardápio oferece.
Os aromas misturadas e a iluminação aconchegante podiam suavizar qualquer um, era acolhedor e quieto. Entretanto, parecia que o clima quente na loja estava frio apenas de olhar para os olhos do meu pai. Os olhos negros intensos e impiedosos que eram raros de serem vistos...
Aí aí, ele vai me dar um sermão...
Estávamos em um lugar mais reservado, onde não podíamos ser vistos com tanta facilidade, afinal, não queria ser visto em uma loja de dunots com cores berrantes. — Que possuía uma imensa placa de dois dunots com cobertura rosa e granulado, nuvens rosas e o nome do estabelecimento em vermelho e dourado. — Takashi estava sentada ao meu lado e meu pai a minha frente. Na mesa, uma embalagem de um copo transparente vazio estava ali, com um canudo e uma tampa. Nas mãos da criança, outra embalagem, exatamente igual, com o desenho da placa desenhado no copo. Essa embalagem nas mãos de Takashi era a segunda embalagem de milk shake — sabor abacaxi — que Takashi tomava, isso em um óbvio sinal como pedido de desculpas pelo sorvete de uva que eu esmaguei.
O único som entre as três pessoas naquela mesa era do milk shake de Takashi sendo sugado. Olhei para o meu pai e respirei fundo, cruzando os braços e relaxando no banco estofado.
— Que linda mocinha você é! — Meu pai desviou o olhar de mim e ficou seus olhos em Takashi. — Qual seu nome?
Takashi acabou saltando uma sobrancelha e colocando o copo sobre a mesa. Olhava desconfiada para ele, seus olhos saíram do meu pai e se viraram para mim. Não soube ter certeza do que significava, mas acho que ela não queria falar.
— Eu me chamo Sakumo. — Abriu um sorriso simpático repleto de carisma, mas Takashi não o respondeu, fazendo que por um segundo ele me olhasse irritado, mas logo voltou seu olhar doce e amável para Takashi. — Não se preocupe. Ele não vai brigar com você se me responder. — Disse suave.
Takashi o olhou mais uma vez e espremeu os lábios, olhando os olhos tão semelhantes aos próprios.
— Takashi. — Respondeu de uma vez.
— Oh! Que nome bonito. — Disse ele batendo palmas. — Combina com você, Takashi.
Saltei uma sobrancelha. Meu pai tinha um costume de ser gentil e suave com outras pessoas antes de descontar em mim, era um hábito que me fazia prever quando eu levaria bronca, o que era o caso. Acho que ele acreditava que eu omiti que Sakumo Hatake fora nomeado avô — sete anos atrás e ele nem sabia.