Capítulo 44

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Hanare

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Hanare

  Era 2 de abril quando saí da Câmara negra e passei por tratamentos profundos e inúmeros exames. Também foi quando descobri que metade do meu closet foi eliminado porque alguém havia planejado uma vingança, encontrando uma assinatura adorável do autor da destruição das peças de roupas.

Uma lembrancinha da
Maíse.
Beijos com veneno.

  E um dia depois, Maíse estava num vôo para a América porque Tayler a convocou pois seus serviços eram essenciais. Não duvido de que Maíse era necessária para cobrir meus rastros, mas não duvido que Diana tenha usado adjetivos demais para eu sentir remorso. É o que ela sempre faz.

  Por um momento me senti incomodada com Maíse estragando as roupas, me fez sentir saudade quando pegávamos produtos de limpeza e misturamos com alguma combinação química perigosa e espalhamos no quarto dos empregados ou colocamos em algum creme de cabelo dos treinadores.

Fizemos isso incontáveis vezes quando tínhamos oito anos.

  Algumas pessoas saíram sem a metade do cabelo, com problemas de pele e em estados bem críticos, mas isso era irrelevante quando alguém superior aprovava. 

  Mas tem algo que não está batendo, e não é a convocação inesperada de Maíse, nem os exames médicos frequentes ou Tayler, que está na América e o fato que Alexander e Maíse tem alguma relação que eu não me interesso nem um pouco. Mas sim duas coisas.

  A primeira é saber porque Maíse e Tayler estão na América, eliminar meus rastros e garantir que a pessoa não saiba nada sobre mim — o que é muito bom — mas o estranho é eu saber isso. Porque qualquer coisa relacionada a pessoa de nome com K deveria se manter bem longe dos meus ouvidos, para que eu não agisse de maneira desesperada ou tentasse fugir de novo. E é ainda mais estranho Diana ter me contado isso. E eu não deveria saber sobre isso.

Suspeito.

  Agora, dia 5 de abril, eu estava muito melhor. Fisicamente falando.

  Os hematomas vermelhos desapareceram, os pequenos cortes em meu rosto estavam com curativos, os braços enfaixados e eu finalmente sinto minhas pernas, que não estavam curadas, mas os roxos estavam diminuindo com velocidade.

Medicamentos caros e tratamento que muitos não receberiam ao longo da vida.

  O segundo ponto estranho se referia a um ponto que me deixou intrigada, na missão Bangkok, e o que aconteceu, e tudo isso indo e voltando em direção a uma pessoa: Mizuki.

   Certo, ele é um escroto ridículo que subestima as pessoas abaixo dele, e agora, por ser considerado um assassino de elite, ele acha que manda e desmanda o quanto ele quiser porque tem a habilidade de matar, de resistir e de pensar. Talvez a última capacidade ele não tenha.

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