Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Os olhos negros observavam a bela mulher ao seu lado. Curiosidade e maldade brilhavam em seus olhos, as mãos cruzados sobre o bar enquanto a observava encará-lo com a mesma intensidade, um sorriso malicioso nos lábios enquanto os olhos pareciam uma verdadeira hipnose, pronto para capturá-lo de imediato numa ilusão.
— Convite inusitado este, qual o motivo? — Indagou desviando os olhos para a bebida no copo de dose única.
— Não queria beber sozinha, e você me pareceu a melhor opção, Mizuki. — Hanare disse, apoiando seu rosto em sua mão esquerda, observando o homem enquanto circulava a borda do copo com a ponta do indicador direito.
Mizuki encarou os olhos da mulher, olhando para a bebida mais uma vez, abrindo um sorriso desacreditado e rindo baixinho. Julgando a ação da mulher uma verdadeira farsa, ela não agiria com ele daquela maneira, e não se preocuparia em beber com ele ou não. Então Mizuki sabia que se ela queria algo com ele, tinha alguma coisa além.
— Não ache que sou idiota, Starkyov. — Ele silabou devagar enquanto aproximava seu rosto do dela. — Que veneno você colocou nessa bebida?
Hanare o olhou de forma convencida, mantendo o sorriso no rosto, os olhos brilhando em malícia atraiam a atenção do homem, que se intrigava cada vez mais com os olhos misteriosos, com a beleza de uma pinha com orvalho exposto a luz do Sol pela manhã.
Segurando a vontade de revirar os olhos, Hanare agarrou a garrafa de whisky a abrindo, a virando de uma vez na boca, bebendo direto do gargalo, fechando os olhos e aproveitando o gosto da bebida escorrendo pela garganta. Era um sabor agradável que descia como seda, compreensível em relação à quantidade de álcool que aquele dali tinha.
— Álcool. Veneno purinho. — Hanare respondeu, colocando a garrafa de volta à mesa.
Mizuki disfarçou sua surpresa ao ver Hanare acabar de ingerir uma garrafa de whisky inteira, como se fosse água. Hanare notou isso nos olhos do homem, colocando sua mão direita na curva entre o braço e o antebraço esquerdo, ainda mantendo o sorriso.
Entretanto, ela notou como ele ainda não parecia satisfeito, Mizuki ainda tinha desconfiança no olhar, o que Hanare precisava tirar logo para dar continuidade ao seu plano. Se ela queria arrancar informações dele, Mizuki precisaria confiar nela.
Ele não é tão burro quanto parece. — Hanare pensou enquanto mantinha a postura.
— Essa tática é velha, sabe disso. — Ele resmungou, Hanare olhou por um segundo para o copo, entendendo de imediato.
— Sempre alerta você, mas porque eu te mataria? — A voz de Hanare soava provocativa, de forma sedutora, como se não pretendesse arrumar problemas, quando seus olhos diziam exatamente o contrário.
Mizuki ainda não conseguia interpretar aquela mulher, mas sabia que ela deveria estar com algo grande em mente e que deveria tomar cuidado com aquele rostinho bonito e olhar sedutor, com lábios que lhe atraiam atenção. Sua vontade era poder desfrutar dos lábios da mulher e saber qual o sabor deles.