Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Hanare
Em famílias tradicionais e hierárquicas, com problemas que se sucedem de uma geração para outra, há mais de uma maneira de tortura. Qual delas seria a mais usada? A tortura física ou então, a psicológica? Não saberia dizer, mas claramente, Huntero sabia muito bem como usar ambas simultaneamente.
Havia uma regra questionável naquela estrutura familiar e das regras que regiam aquele sistema criminoso. Não fuja. Qualquer assassino que fugisse de seu alvo ou de seu local de posição, sofreria uma punição.
Entretanto, diferente das demais e com um toque sádico incompreensível, não era tortura física.
Humilhação.
Diferente das outras torturas, essa era diferente, não acontecia em um quarto escuro, insalubre e frio. Essa pequena consequência acontecia tão imaturamente que ao comparar os assassinos do alto escalão, era possível confundi-los com adolescentes no auge de seus dezesseis anos.
Um exemplo didático: o filho perfeito de uma família perfeita. Que vive na pressão de ser o mais perfeito, brilhante e genial ser humano daquela estrutura familiar. E então, esse filho comete um erro. Seja um sinal errado na equação ou algo mais sério como confundir os talheres de etiqueta.
O filho perfeito não pode errar.
Assim que um erro for cometido, todos os olhares de admiração se voltam contra ele em uma crítica sufocante, no Ensino Médio: Bullying oral. Mas, nesse exemplo, todos estão esperando uma única brecha para atacar uns aos outros. Não importa se o erro é ou não relevante, o importante, realmente, é a crítica, e a força de poder diminuí-lo.
E neste momento, todos os olhos estavam voltados para mim.
Era fácil lidar com isso. Apenas um claro e evidente vá se fuder bastava. Mas neste caso, mesmo com a resposta de baixo calão, maturidade e a força para lidar com comentários, a informação escapava, de alguma maneira. Huntero fazia questão de espalhar os erros de cada um de seus assassinos — como o meu — para outras famílias ou organizações criminosas. A imagem ficava manchada por tanto tempo que alguns preferiam desistir. Afinal, anos trabalhando para ser um assassino sagaz e uma falha idiota pode destruir tudo.
Incompetente, trágico e sádico.
E sádico é a palavra que Huntero mais gostava de soletrar. Era sua própria personificação. Mas havia uma pergunta que estava rodando meu cérebro: se eu era seu amado troféu de ouro no topo da estante, porque ele estava manchando a reputação deste troféu?
— Até quando vai ficar deitada? — Eu senti falta da voz de Pakura por um momento, a voz de Diana soava dolorida em meus tímpanos.
— Eu preciso dormir um pouco, mãe.
O barulho das cortinas se abrindo foi a última coisa que escutei antes de um silêncio, não completamente confortável, se instalar. Diana havia parado frente a janela e não moveu um músculo por alguns segundos que pareceram uma eternidade.