Capítulo 59

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Precisamos de essências, mas não algo que possamos compreender, a menos que seja vivida

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Precisamos de essências, mas não algo que possamos compreender, a menos que seja vivida. Empatia e escutas empáticas auxiliam, mas ninguém é melhor professora que a vivência. 

  Como descrever? Se fosse para reduzir suas belas passagens e compreensões, ela descreveria como calor, um calor que lhe queima o peito, tão intensamente que a deixa sem ar. Seu coração bate tão forte ao peito que dá a sensação de que irá parar em algum momento 

  Mas afinal, o que era isso? A sensação de sua pele quente, da tentação em relação aos lábios chamativos, do pudor que sentia-se incapaz de controlar e que, ao mesmo tempo, era irresistível provocar 

Certamente, Diana não sabia o que era, mas com certeza, é irresistível 

  Deveria se sentir mal pela clara declaração de que ficaria viúva, antes mesmo de se casar, não restavam dúvidas quanto ao comunicado daquele que descobriu ser o filho de seu futuro marido. Bastante estranho se analisar que seu noivo possuía idade para ser seu pai. Sinceramente? Repugnante. Tudo se torna ainda mais confuso quando é a primeira vez que escuta uma declaração romântica ao seu respeito, repleta de intensidade e obscuridade. Nunca imaginou que gostaria disso, mas havia sido o suficiente para causar-lhe borboletas na barriga. 

  Mas havia aprendido a deixar de ser descuidada, e mesmo que se sentisse segura com a presença e as palavras daquele que sequer conhecia o nome, precisava saber e entender mais. 

Seus jogos de sedução costumam funcionar, acredito. Mas não ache que só isso basta. — A voz da jovem saiu repleta de faíscas quentes, o rapaz sorriu, se afastando brevemente dela, a tocando no queixo. 

É um plano melhor quanto a rebeldia, já sentiu os efeitos que isso trás, melhor do que ninguém. — Diana percebeu a provocação, mas não baixou a cabeça, se havia o conhecido bem nos últimos tempos, ela sabia como ele adorava se sobressair em qualquer situação.

Me recupero enquanto estiver viva. Seja de um tapa ou por um coração partido, ao contrário das garotas que paquera, não vou morrer por uma decepção amorosa. Decepcionar um decepcionado é bastante redundante. 

  Ele sorriu, se afastando um pouco, ainda tocando-a no queixo com os dedos. Achava interessante a perspectiva modificada daquele ser que havia se transformado em tamanho sofrimento. Via em seus olhos a dor e a escuridão de um caninho sombrio, que se intensificaria mais quando o matrimônio entre ela e seu pai se casassem, as coisas obviamente apenas iriam piorar, para ela, é claro.  Mas também, o rapaz reconhecia que a garota ainda tinha um coração mole, escondido no meio do peito, atrás daquele olhar profundo e magoado, carregado de dores e incertezas, e esse seu coração mole, poderia ser um problema. 

Ele sabia de tudo o que aconteceu. 

  Já esperava desde o início que a garota sofreria nas mãos do pai a partir do momento em que colocou seus olhos nela. Sabia do casamento arranjado antes mesmo de conhecê-la, mas tinha que confessar, encontrar Diana fugindo de valentões havia sido pura coincidência. 

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