Capítulo 40

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  Histórias são captadas a partir de pequenos fragmentos

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  Histórias são captadas a partir de pequenos fragmentos. Detalhes que são cruciais e de extrema importância, nos levam a desvendar coisas incríveis e ampliar nossa visão ideológica sobre muitas coisas.

  O local não era o mais moderno, não com o que se está acostumado. Entretanto, assim como as eras mudam e a visão sobre o luxo, modernidade e moda mudam em um piscar de olhos, naquele momento, podia se considerar o lugar de primeira classe, mesmo que para um lugar tão diferente. Mas a extravagância para detalhes mínimos faz com que você só espere por mais luxo.

  É uma estratégia, e vai mostrando o poder que está nas mãos de determinadas pessoas aos poucos, podendo nos deixar admirados, ou amedrontados com tamanho luxo, e com ainda mais pânico ao cogitar em quanto poder havia nas mãos daquelas pessoas.

  O modelo antigo e rústico da enorme mansão era semelhante ao do século XXI, porém retraído mas com certeza bonito. Picos elevados demonstravam neve em suas pontas, causando um frio intenso na região ao redor, indicando a iniciativa do inverno, a grama gelada e o vento que arrepia o corpo de dentro para fora, fazendo cócegas nos brônquios e que queima a ponta do nariz e as extremidades das orelhas.

  É também a estação de bebidas e comidas quentinhas, fumegantes e de casacos pesados e roupas extras. É isso o que esperamos da estação, na teoria, porém nem todos apreciam o conforto de suas casas ou de comidas quentes nesta estação.

Hun?

  Uma voz melodiosa, chamava um pequeno garoto, de aparência curiosa, com olhos profundos e de grande intensidade. O menino segurava um rastelo, e varria com ele algumas palhas e fenos que estavam espalhados pelo chão do lugar.

Hun, querido, estava preocupada com você. Não consegui te ver a manhã toda! — Exclamou a mulher em um tom preocupado, enquanto se agachava ao lado do menino, tocando sua face. — Está com frio?

  O menino negou com a cabeça, voltando a rastelar o chão enquanto escutava o som dos cavalos se aconchegando em suas baias.

  A mulher a sua frente vestia um longo vestido negro com um avental branco, luvas grossas e um cachecol velho e amarrotado, amarelo, mas que servia para aquecê-la. As sapatilhas que estava usando também eram velhas, desgastadas, e os cabelos presos em um coque ficavam bonitos, já que como acessório, a mulher tinha um laço negro e prendia o coque, duas mechas se desprendiam do penteado, fazendo uma improvisada franja lateral. Deixando as bochechas não muito definidas da moça mais destacadas. Seus lábios eram finos e rosados, o nariz era fino e pequeno, as orelhas bem arredondadas e um rosto gentil.

  Sem responder nada, o garoto voltou ao que estava fazendo, e como consequência, o som dos ganchos do rastelo voltaram e incomodavam os ouvidos.

  O garoto não tinha roupas muito adequadas, tinha uma jaqueta velha e amarrotada, não muito grossa, calças escuras e de um moletom não muito bom, luvas vermelhas nas mão, e tênis desgastados, mas em um bom estado. O que se destacava em meio ao cabelo curioso do menino, era um lindo gorro de lã, vermelho, esse era novinho em folha.

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