Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Kakashi
Um documento jurídico. Verdadeiro, aparentemente. Sem um advogado de confiança não poderia comprovar nada, mas certamente haviam todos os requisitos, a assinatura da Hanare e do advogado que a instruiu, o dia que foi feito, o escritório, com qual advogado, selos e todos os outros requisitos de um documento burocrático dessa estrutura. Precisava verificar se era um documento verdadeiro ou falso, claro que esperava que fosse verdadeiro entretanto, depois das identidades falsas e todas as coisas que veem aparecendo tinha que tomar cuidado com cada detalhe.
Guardei o documento no envelope, Obito me olhava pedindo alguma confirmação, ele havia lido o documento ao meu lado com certeza esperava alguma resposta.
— Isso… É verdadeiro? — Saltou uma sobrancelha.
— Ainda não sei. Vou mandar para alguém verificar.
— Tem alguma pessoa em mente?
— Na verdade, tenho. — Me olhou curioso.
— Quem? — Seria óbvio que o Uchiha perguntaria, era curioso e sempre queria estar ao meu lado no quesito lógico, o que na verdade não acontecia, porque meus palpites e observações nunca coincidiam com as dele.
— Uma pessoa de confiança. — Tapei a caixa a recolhendo. — Não precisa se preocupar.
— Deixa eu adivinhar, alguém que conhecemos? — Supôs me acompanhando para fora do quarto.
— Exatamente.
Obito deveria estar pensando em alguém próximo de nós que poderia me ajudar com isso. Ele deve ter pensado na mesma pessoa que eu — ou talvez não —, mas com certeza estava desconfiado. Não me surpreenderia. Afinal Obito não era ingênuo e muito menos idiota — não quando está trabalhando. — Mas o que quero dizer é, ele é esperto o suficiente para desconfiar do documento e querer confirmar isso.
(…)
Surpreendentemente aquela rua estava vazia. Com cara de abandonada, as ruas desertas, lixo voando e prédios sem o acabamento. O som de sirenes policiais ao longe indicavam a perseguição atrás de um fugitivo ou roubo por perto. Isso não era muito comum — não naquela rua —, afinal pouquíssimas semanas atrás estava muito movimentada já que havia sido uma área de comércio, um ótimo ponto de vendas na verdade. Takashi havia me passado o endereço da rua que Hanare supostamente havia sido assassinada. Quando ela me disse o local eu estranhei porque costumava ser um ponto com muito movimento, então teriam testemunhas. Mas só de ver o estado da rua e os prédios ao redor poderia se ter uma noção de que muita coisa havia mudado por aqui.