Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Em Nova Iorque, num belíssimo prédio de dezenas de andares e luzes luxuosas, a festa parecia pular sob os pés da figura que se encarava na janela do prédio, que se localizava numa área de festanças e baladas da cidade, fazendo com que a iluminação e música dos bares pudessem ser ouvidas ao redor.
Tirando o cigarro da boca e tragando a fumaça, o vapor fedorento e de aroma forte saia pelos lábios da mulher, que possuía seus olhos dopados e distantes, que naufragavam enquanto se distanciavam da realidade.
Risadas e frases de empolgação foram ouvidas no corredor, provavelmente um casal sedento por sexo que havia acabado de se conhecer estava se pegando por ali, a procura de algum lugar privado para sanar seus desejos, ou escuro o suficiente para que ninguém os visse num ato sexual.
A mulher revirou os olhos.
Levando o cigarro à boca mais uma vez, ela observava a fumaça grudar no vidro, deixando-o embaçado, e agraciando o efeito da nicotina em seu corpo.
Era uma sensação tão prazerosa…
Depois do desastre em tentar ganhar alguma coisa daquele homem, a mulher não sabia o que fazer, ela só conseguia enxergar se afundando cada vez mais em um buraco que parecia não ter fim, onde a luz da saída ficava cada vez mais longe.
Todos temos medo de alguma coisa, medo de perder, de morrer, sofrer, mudar… medo, mas medo de alguma coisa, por mais besta ou preocupante que pareça, todo ser humano sente medo.
Fuuka soprou a fumaça do cigarro. Observando a imagem dos prédios luminosos ao seu redor. Não chapada o suficiente para ter alucinações, estava consciente, apenas degustando de longas tragadas de nicotina, com a cabeça cheia demais para se perder num mundo de falsas ilusões e realidade alternativa.
Vícios.
Todo ser humano tem manias, costumes, gestos, pequenos sinais que repetimos sempre, em momentos desconfortáveis, como uma forma de escapar da dor. Eles não são bons, mas inevitáveis. Geralmente, em um nível avançado, se tornam tão profundos na consciência de um ser humano, que sem eles, tomariam decisões horríveis. Mas isso ao mesmo tempo é um tanto quanto contraditório, pois quanto mais se afunda em um vício, maior a chance de algo pior ainda acontecer.
Viciados são aqueles que ninguém atendeu ao pedido de socorro, e precisam se sentir vivos de alguma maneira. Sem seu vício, a vida se torna entediante demais para continuar.
— Maldito seja, Hatake. — Murmurou irritada quando soprou a fumaça do cigarro mais uma vez. Segurando o cigarro entre seus dedos.
A mais pura verdade era que Fuuka jamais se importou com Takashi ou quem era a mãe dela, a mulher que se fodesse. — Na sua opinião. — A realidade era que Kakashi tinha algo que a ajudaria em mais de um setor. Mas para conseguir o que precisava, ela precisava estar conectada à ele de alguma maneira. Então Takashi se tornava o alvo mais fácil de atacar.