Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Hanare
As coisas estavam seguindo como imaginei, e no dia seguinte após Mizuki ser assassinado, cá estava eu, em frente ao meu pai, que aguardava por respostas, explicações que lhe fossem consideráveis.
Se você mata um de seus companheiros nessa organização, você tem um dia para juntar provas para se esclarecer, caso contrário, este ato de rebeldia não passará impune.
Tão frio…
Os olhos do meu pai, tão frios, intensamente cruéis e calmos, como se fosse um ser iluminado que tinha toda a paciência e calmaria para te ouvir e entender suas preces, com uma postura firme e robusta, sempre alerta e jamais desligada. Sua postura onipotente e olhar profundo tinham muitas histórias guardadas, principalmente de como chegou até aqui.
— Sim, eu matei Mizuki. — Garanti olhando para ele, com a voz tranquila, mas mantendo meus olhos firmes ao encará-lo.
— Por quê?
Esse tom de voz me fez lembrar de fragmentos traumatizantes da minha vida. Como se todas as vezes que necessitei justificar alguma coisa viessem à minha mente, desde quando eu era menina até hoje. E em todas as memórias, existem esse tom de voz, severo e firme, mas não carregado de maldade, mas com superioridade e autoridade o suficiente para te deixar na linha.
— Ele era um traidor.
E era sempre assim que se iniciava uma justificativa, aponte o erro do outro, depois siga os itens da lista para se justificar, cada tópico que eu decorei para aprender a manipular alguém, as centenas de vezes que treinei minhas expressões frente ao espelho para que nunca deixasse transparecer nada.
— Na missão que fui enviada, nosso alvo mencionou Asehyka, e Mizuki cogitou aceitar a oferta dele. Fiquei desconfiada então assim que pude fui atrás de informações para investigar. Descobri desvios nos carregamentos de drogas, e algumas irregularidades nos relatórios de elementos químicos. Chegando mais fundo, descobri que ele tinha visitas frequentes no laboratório de química com uma frequência de algumas horas durante um mês, e em uma das filmagens, mostra o mesmo com um Askhy.
— Continue. — Meu pai deixou o olhar, continuando a me encarar sem piedade alguma.
— Mizuki inicialmente começou por aqui monitorando carregamentos de drogas, então, ele soube manipular os dados, pois tinha experiência, o trabalho como vendedor antes de chegar aqui ajudou. Mais tarde, quando estava concluindo o treinamento, ele foi transferido para cuidar das câmeras da casa, então manipulou várias para que conseguisse apagar seus rastros, consegui resgatar algumas filmagens que ele achou ter excluído. Que prova que ele estava manipulando mercadorias.
— Como ele pretendia terminar o jogo dele? — A voz séria e minimamente relaxada me dava liberdade para cogitar que ele acreditava.
— Ele ouviu alguma coisa ou outra sobre Asehyka, ele vendeu alguns dos nossos estoques para Bangkok, o mesmo teria que oferecer em troca de sua vida quando fossemos cobrá-lo da dívida. E, acreditando que aceitaríamos, Bangkok teria, como retribuição, se aliar a Mizuki. O propósito dele era conseguir o máximo de aliados para te derrubar, e mais tarde, ocupar seu lugar.