Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Dizem que não há nada ruim que possa piorar. Se algo já está ruim, não tem como piorar ao extremo.
Deveriam rever este conceito, existiam muitas coisas que poderiam ficar ruins, às vezes, parece que as coisas só acontecem porque falamos. De vez em quando, estamos tão azarados que tudo volta para nós, um desastre após o outro. Os desastres são como avalanches, que começam com as pequenas pedras de gelo caindo, num primeiro momento, acredita-se que possa ser apenas pedriscos que deslizaram na neve, mal sabendo que logo uma corrente de neve destruiria tudo abaixo.
Quem estava com o boneco de voodoo de Hanare?
Se descobrissem a verdade sobre o passado de Hanare, se perguntariam porque ela largou tudo. Muitos diriam que ela nasceu em um lar privilegiado, e que não teria o que reclamar quando se tem tudo sob seus pés.
Talvez tudo realmente teria sido como um conto de fadas como os outros diziam, se não houvessem segredos e tramas por trás. Hanare não se considerava sortuda, — não da maneira que diziam — e sim só mais uma azarada que caiu em desgraça desde que nasceu.
Moscou tem um clima frio e temperado, as temperaturas no mês de março estavam em -2.8 °C. Ainda havia neve na capital, e talvez começava a derreter. O clima frio com neve combinava perfeitamente com clima naquele lugar.
Uma sala escura com aquecedores modernos no chão, o lugar não tinha janelas, era grande, escuro, macabro... Não era possível enxergar a mais do que dois metros de distância ao seu redor. O chão sob seus pés era duro e muito gelado, parecia até uma espécie de cimento. Mas, na verdade, a Mikhailova sabia que aquele chão com textura de cimento havia custado alguma fortuna. Não era típico deles gastarem tão pouco, mesmo quando era uma coisa tão simples.
Se parasse para pensar, se o lugar não tinha janelas, mas possuía aquecedores, então deveria estar abafado. Mal se sabe, que as ventilações escondidas no lugar faziam com que as correntes de ar quente fossem embora, deixando o lugar gelado. Talvez fosse considerado uma má estrutura, projetada com defeitos. Quando na verdade, essas estruturas eram projetadas com muito cuidado e perfeição. Os aquecedores serviam apenas para certas pessoas não morrerem. Não significava que as vítimas suportariam ao lugar.
Não havia nenhum som naquele lugar, Hanare se quer escutava sua própria respiração. Não falava nada, e nem sentia seu corpo por completo. Sentia a cabeça girando e pesada, talvez por conta do sedativo que injetaram nela há alguns dias atrás.
Hanare fechou os olhos e assim os manteve, ela sabia bem onde estava, e até mesmo como se encontrava.
Hanare Mikhailova estava presa em uma cadeira de metal. O modelo era idêntico à uma poltrona gamer. Só que toda de metal, haviam abraçadeiras de metal que prendiam seus tornozelos na cadeira, e no apoio dos braços da estranha cadeira, também haviam abraçadeiras, mas que prendiam seus pulsos.