Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Hanare
Acordar cedo nunca havia sido exatamente um problema, se acostumar com isso era apenas um sacrifício ao se fazer uma vez que se é forçado. Sinceramente, sempre fui o tipo de pessoa que gosta de acordar cedo, mas não ter dormido nas últimas duas noites me fazia querer dormir um dia inteiro.
O barulho das manivelas girando e dos metais se batendo eram como uma surra aos tímpanos forçados a acordarem. A luz do Sol estava me cegando e o cheiro da ferrugem me dava ânsia.
Na verdade, não tinha dúvidas de que a primeira bancada que encontrasse, me encostava ali e dormiria. Mas ao contrário de mim, as rodas ambulantes e peças de motor eram a serotonina matinal de Maíse.
Estava sentindo inveja agora, confesso.
Encontrei uma bancada com uma banqueta alta, empoeirada e com várias peças polidas e brilhantes. Me sentei na banqueta que ali estava e enterrei meu rosto nos braços, sentindo o sono bater.
Isso foi até Maíse colocar um funk latino exuberante.
— Hora de acordar, herderinha, sangue luxuoso não tira trabalho. — Provocou, aumentando o volume. Estava jurando a mim mesma que amarria Maíse ao lado daquela caixa de som de malditos dois metros e a deixaria ali por horas.
— Pode deixar, só… a ressaca. — Senti que ela revirou os olhos, e voltou a analisar o motor do Mustang colecionável que adquiriu recentemente.
Não é como se eu estivesse de ressaca. Só estava exausta demais com meu cérebro exigindo alguns minutos de sono, mas eu sabia que se dormisse, só acordaria horas depois.
Enterrei meu rosto sobre os braços novamente, sentindo brevemente um calor confortável como se um cobertor tivesse sido colocado sobre meus ombros. Um sorriso involuntário cresceu quando me lembrei de lençóis macios e um maravilhoso travesseiro.
Só mais uns segundos.
Me estapeei imediatamente, o que ocasionou em Maíse sendo atraída e me olhando desacreditada, ao mesmo tempo que queria reprimir um riso. Certo, ela tinha todo o direito de rir, e eu de querer tirar meu cérebro da cabeça. Estou com sono, mas não dopada o suficiente para me lembrar perfeitamente de como é dormir sobre os músculos do peitoral de Kakashi.
Deus, universo? Por favor, piedade.
Clamar por piedade jamais seria o suficiente, começou a ficar pior ao lembrar do Kakashi seduzente de meus sonhos fantasiosos ou pior ainda: quando me droguei dias atrás.
— O que estamos fazendo aqui tão cedo? — Agradeci pela primeira vez pelo som daquela bomba sonora que chamo de caixa de som, estava servindo para algo.
Maíse odeia acordar cedo, se pudesse, dormia mais que a cama, o que na verdade ocorre com muita frequência, mas pior que o sono dela, é o momento em que precisa acordá-la. Maíse não acorda. É uma rocha em forma de humano. Então não é comum vê-la de bom humor pelas oito da manhã.