Kakashi é um renomado detetive. Famoso por solucionar os casos mais loucos e abstratos impostos e sempre está pronto para um novo desafio.
Mas o que ninguém sabe é que nem mesmo o Detetive Perfeito soluciona todos os crimes. Há nove anos um desapar...
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Seus olhos estavam pesados, sentia que ao piscar dormiria em pé ou que cairia para trás. O cérebro estava funcionando de modo automático, isso explicava como não se lembrava de como chegou ali ou como estava tão cansada e mórbida.
Cada segundo parecia uma hora.
Fechou os olhos com força, tendo as imagens perfeitas do sonho que mais uma vez a importunava.
…
Era muito tarde e não sabia que horas eram exatamente. Tudo o que conseguia enxergar era a luz da Lua, brevemente apagada pelas nuvens que a acobertavam. Sua garganta estava seca, e os cílios pareciam colar uns nos outros. Sabia que estava em seu quarto, mas não sabia se era ou não, um sonho.
Escutou passos.
Encolheu-se na cama e abraçou o próprio corpo, vendo uma luz amarelada adentrar o cômodo por baixo da porta e quis se esconder embaixo das cobertas, como se fosse uma criança tentando se proteger de monstros.
A porta se abriu.
Não teve tempo de se cobrir, apenas manteve-se sentada de costas para a cabeceira de sua cama e abraçando os joelhos. A camisola branca subiu pelo corpo enquanto alguns fios de cabelo escuro caíam sobre os olhos.
— Você de novo!? — Esbravejou irritada. — Vá embora! Não quero você aqui! Será que não me deixa dormir em paz!?
Estava nitidamente incomodada com a presença de Kakashi em seu quarto novamente. Se conseguia se lembrar, nesta semana, houveram dois sonhos consecutivos, sendo assim, este era o terceiro, e já estava cansada.
— Minha presença é tão ruim assim? — O tom de voz parecia mais rouco e seduzente que o normal, além do timbre maduro e a voz que sequer parecia a dele.
Uma voz diferente mas muito seduzente.
— Por favor, vá embora. Ainda lembro do hospital e suas falas filosóficas, e nessa semana você perguntou como estou e disse que sim, terapia é uma opção e não estou apta a negociar isso, depois… você disse sobre? Foda-se! Vai embora!
Os dentes se cerraram, e a careta ranzinza em seu rosto parecia adorável e perigosa ao mesmo tempo. Kurotsuchi estava exausta dessa sequência bizarra, e não queria acordar de manhã com mais parafusos a menos por conta de sonhos assim.
— Ainda não. Assim como não quer negociar terapia, não estou disposto a negociar nossos encontros. — Ele se aproximou, com as mãos nos bolsos da calça e o olhar negro penetrante. Kurotsuchi quase jurou que aqueles olhos eram de outra cor.
Ela desistiu, deixando os braços caírem ao lado do corpo e levantando a cabeça, deixando sair um grunhido de tédio de sua garganta. Quando voltou a encará-lo, ele estava sentado à sua frente, com os olhos brilhando como o de um animal selvagem e a face mais assustadora do que uma cena de filme de terror. Os músculos pareciam maiores e Kakashi era muito mais alto do que se lembrava. As roupas dele não condizem com seu porte, a calça caqui e a regata branca parecia bizarro nele.