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me desculpem qualquer erro

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Eu realmente gosto de Luke.

Mas também realmente odeio Luke. Ele me faz querer desistir de tudo e ficar na cama com a cara no travesseiro até morrer.

Hoje quando eu cheguei na escola o loiro me deu um selinho demorado e quando comecei a xingá-lo ele apenas riu e piscou para mim.

É desse tipo de coisa que eu tenho raiva. Luke me beija, me abraça e faz o que quiser quando ele quer. Mas eu não consigo resistir e ser firme, no fundo eu gosto quando ele me beija.

Eu estou sendo tudo, menos difícil, que é o que eu queria ser.

Eu não aguento mais. Eu ainda gosto dele e não posso mais fingir que não, apesar de ele ser um baita filho da puta.

Só tem uma coisa, ele vai dar um daqueles sorrisos de lado que ele sempre dá depois de me beijar, só por eu admitir que ainda sou apaixonado por ele. Luke já é convencido, isso vai inflar ainda mais seu ego.

A primeira aula era vaga então eu e Luke estávamos conversando como de costume.

— Ontem eu quase não dormi por causa dos gritos do meu pai, nunca vi gostar tanto de futebol. — Ele disse enquanto acariciava minha bochecha, tinha mesmo necessidade disso?

— E você não gosta?

— De jeito nenhum, tem coisa mais idiota do que um bando de caras correndo atrás de uma bola?

— Disse o cara que anda numa prancha com rodas e ainda ri quando cai e rala o joelho.

— Olha você para. — Ele tentou falar sério mas acabou sorrindo, droga, aquele sorriso de lado! — Pelo menos eu não sou sedentário.

— Cala a boca Hemmings.

— Vem calar Clifford. — Ele olhou nos meus olhos de um jeito que qualquer um a três metros de distância poderia sentir a tensão.

— Então... Seu pai não falou nada sobre você ter pego o carro dele? — Tentei mudar de assunto e consegui vê-lo revirar os olhos. Apesar disso voltamos a conversar normalmente.

Luke continuava acariciando minha bochecha mas em algum ponto da conversa ele resolveu colocar seu polegar no meu lábio inferior, caralho? Tipo, sério mesmo? Como eu vou resistir a ele desse jeito?

Eu me esqueci totalmente das pessoas a nossa volta e comecei a me aproximar dele. Ele deu aquele maldito sorriso de lado - insira milhares de pontos de exclamação aqui - e se aproximou também.

Ele tirou tirou o polegar do meu lábio mas continuou com a mão em minha bochecha. Eu fechei os olhos e colei nossos lábios, o que eu tava fazendo mesmo?

Luke acabou sorrindo e eu me afastei de repente, logo depois ouvindo várias vozes gritando:

— Aeeeeee! — Puta merda eles viram? Eu havia me esquecido que a sala tinha mais pessoas do que apenas nós dois. Consegui ouvi alguém dizer "Finalmente" e corei fortemente, colocando as mãos no rosto. Ouvi Luke rir e tive vontade de dar um soco nele, mas não podia arriscar tirar a mão de meu rosto.

— Porra. — Falei com a voz abafada.

— Eu nunca ouvi tantos gritos assim depois de beijar alguém. — O loiro afastou as minhas mãos e eu comecei a dar tapas em seu braço e ombro, um tapa seguido do outro — Ouch! Não me bate, foi você que tomou a iniciativa de me beijar.

— Você tava passando o polegar na minha boca cara, foi você que provocou. — Parei de batê-lo para ajeitar minha franja.

— Mas parece que você gostou. — Ele arqueou uma das sobrancelhas. Eu apenas corei mais ainda e resolvi não responder — Eu também gostei.

— Cala a boca. – Falei baixo e desviei o olhar.

— Meu Deus como você fica fofo assim tímido, nem parece que fala um palavrão a cada cinco minutos. — Luke disse e eu acabei rindo — Eu já disse que amo o seu sorriso? Pois é, eu amo seu sorriso.

— Luke...

— Eu tô falando sério Mike. Porra quando eu te vi pensei imediatamente algo tipo "wow esse garoto é lindo" mas eu fiz de tudo pra ignorar, eu não queria me apaixonar de jeito nenhum. O meu ex me magoou muito e eu não queria sofrer de novo, eu achava que o que eu tinha com você era só uma amizade muito forte mas quando percebi que realmente gostava de você eu não quis aquilo. Eu queria ser só seu amigo, mas eu não consigo nem olhar pra você sem sentir nada.

— Então quando você me deu aquele fora você já sabia que tava apaixonado por mim?

— Digamos que eu estava desconfiado, aí o Alex apareceu e meu ciúme confirmou tudo.

— Você é mesmo um idiota. Mas eu também gosto de você Luke. — Ele me surpreendeu me dando um beijo na testa.

— Então podemos dizer que oficialmente Michael e Luke estão gostando um do outro?

— Podemos dizer que sim. — Ele sorriu de orelha a orelha.

- - -

Depois da aula eu resolvi ir até a casa de Ashton para nós assistirmos alguns filmes e comer algumas besteiras.

Fui em casa apenas para trocar de roupa e acabei vestindo a blusa que Luke havia me emprestado no dia da piscina. Apesar de minha mãe provavelmente ter a lavado ela continuava com o cheiro de Luke, sorri com isso.

Cheguei na casa de Ashton e ele me recebeu já de pijama.

— Vai ser uma festa do pijama e você não me contou? Ainda bem que eu não vim de calça jeans. — Falei entrando na sala.

— Que nada, é que provavelmente eu vou dormir no quarto filme, então... Se você quiser pode dormir aqui.

— Acho que vou aceitar. Não quero sair na rua três horas da manhã.

— Medroso.

— Cala a boca. — Bati em seu braço.

Ashton colocou o filme e começamos a comer.

— E aí, como tá com o Luke? — Ele falou com a boca cheia de salgadinho.

— Nós estamos oficialmente gostando um do outro, digamos assim.

— Ai meu Deus vocês vão acabar namorando! Eu disse! - Ele falou desnecessariamente alto.

— Sinceramente eu espero que sim, quero passar dessa fase de beijos roubados sem compromisso nenhum. Além disso se o Alex reencontrou o amor dele eu tenho o direito de encontrar o meu, não tenho?

— É assim que se fala. — Erguemos as mãos para um high-five.

— Mas e o Calum?

— Ah, a mesma coisa se sempre. Paixão não correspondida. — Falou tristemente — Eu juro que tentei deixar ele pra lá mas não dá Michael.

— Vamos fazer o seguinte? Um dia desses nós combinamos de sair sem o Calum pra arranjar alguém pra você, o que você me diz? — Foi a minha vez de falar com a boca cheia. Acabei me lembrando da primeira vez que eu e Luke conversamos, lá no refeitório da escola.

— Eu não sei não Mike...

— Qual é Ash, você não pode ficar esperando que o Calum se torne gay, chegue num cavalo branco e vocês vivam felizes para sempre. Segue em frente cara.

— Você acha mesmo? — Assenti — Então tá, vamos ver.

— Ótimo. Mas vamos parar porque estamos parecendo garotinhas falando sobre garotos numa festa do pijama.

punk boy ✖ mukeStories to obsess over. Discover now