Temos nosso próprio tempo

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Acordaram por volta das 05:40 da manhã

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Acordaram por volta das 05:40 da manhã. Dormiram maravilhosamente bem naquela noite, por mais que fosse a primeira noite deles juntos, ambos se sentiam confortáveis um com o outro como se já fizessem aquilo a anos.

A conexão entre eles é algo indescritível, nem eles sabiam como são ligados dessa maneira tendo apenas menos de 30 dias de conhecimento um do outro. O calor dos braços, os corpos juntos, o calor emanado, tudo simplesmente ornava perfeitamente, e a sensação de lar, moradia era presente em cada gesto.

Alexandre levantou duas, á três vezes na noite para poder olhar o filho, se a febre teria de vez ou teria retornada. Giovanna sentia um frio percorrer seu corpo toda vez que Nero se levantava automaticamente seu corpo gelava sem o calor dele e por isso ficava acordada esperando ele voltar.

Alexandre e nem Giovanna se orgulhava do que haviam feito, mesmo que Karen não seja uma boa esposa e uma boa mãe, isso não justifica uma traição. Porém, entretanto, todavia, ambos não conseguem lidar com esse sentimento novo que grita por eles, não sabem ao certo dá nomes ao bois, mas a necessidade e o desejo carnal gritou mais alto.

Não era apenas sexo, isso ambos poderiam afirmar com certeza.

Mas é tudo muito novo entre eles, tudo muito rápido, acelerado e isso os assustava de certa forma.

Como de repente uma pessoa chega na sua vida e bagunça ela toda? Revira de cabeça pra baixo e te mostra que o mundo sim da muitas, grandes volta.

...

Alexandre foi o primeiro a despertar, olhou aquele corpinho encolhido ao seu lado e sorriu.

Ah, ela é tão linda.

Jovem.

 Delicada.

Amorosa.

Humilde.

E muito, muito safada.

Nero riu alto ao se lembrar dela o mamando como se não houvesse amanhã por causa da Karen o chamando pra transar.

Alexandre pensou que poderia acrescentar “ciumenta” nas descrições sobre ela.

Giovanna foi acordando aos poucos, como Nero riu um tanto quanto alto e ela com seu sono de passarinho acabou despertando. A morena se espreguiçou na cama, esticando o corpo que estava nu e bocejou.

— Bom dia, bela adormecida! – falou com a voz rouca de sono. Estava deitado de lado com a cabeça apoiada no antebraço. Seus olhos não saiam do corpo nu da mulher.

— Bom dia, seu tarado ! – Giovanna riu, puxando o lençol branco e escondendo sua nudez.

— Quanta animosidade, tia Gio ! – brincou, cheirando o pescoço dela. — Só que essa visão sua é tão, tão linda.

— Aí Alexandre! – riu baixo, sabia que a esposa dele estava na casa e provavelmente acordada já.

Alexandre subiu por cima dela, não falou nada, apenas tocou em seus cabelos, olhou no fundo das orbes castanhas, moldou cada traço daquele rostinho juvenil.

Um céu de amor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora