Aquele quarto prazeroso

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— Amor, me ajuda aqui a subir o zíper desse vestido! – estou de frente ao espelho, e chamo por Alexandre para poder me ajudar.

— Indo, terminando só de por o sapato no Bento ! – ele grita do quarto ao lado, eu o espero passando meu batom e fico no aguardo dele.

Estávamos quase prontos para irmos no jantar na casa do Rodrigo, era dia de comemorar pelos nossos amigos. Alexandre tinha ido trabalhar durante o dia e conseguiu sair mais cedo de seu consultório para não haver atrasos, e eu fiquei com o Bento e nas cochiladas dele aproveitava para estudar um pouco.

Eu nunca imaginei a correria que seria sair com uma criança, até porque ainda não sou mãe, mas ter que lembrar dos mínimos detalhes, ajeitar a criança, da banho, da comida e ainda ter que se arrumar era bem complicado.

Mas é uma tarefa gostosa, e Alexandre divide bem essas responsabilidades.

Sinto que conseguirei ser uma boa mãe para meus futuros filhos, e consigo dá o máximo desse lado para o Bento. Tento ser uma boa madrasta, uma boa mãe pra ele.

E estou me saindo bem !

— Você está linda! – caminha até mim, e se aproxima do meu corpo por trás, me abraça e me deixa um beijo e cheiro no pescoço.

— Obrigada, lindo ! – virei o rosto em sua direção e deixei um selinho breve em seus lábios provocativos.

Sinto as mãos dele na minha cintura, logo ouço o barulho do zíper se fechando. Assim que a roupa me foi ajustada, me virei pra ele e lhe desferi mais uns beijinhos.

— Vamos ? Não quero atrasar ! – falei, limpando com o polegar a boca dele que ficou com resquícios do meu batom.

— Vamos ! O pequeno tá pronto, eu desço com ele e você pega a bolsa dele... – deixou mais um cheiro no meu pescoço – que era seu vício – e saímos em direção ao quarto do filhote.

O caminho foi tranquilo, o silêncio era acolhedor, o som ambiente do carro era gostoso, Bento já cochilava na sua cadeirinha e Alexandre deixava alguns carinhos em minha perna desnuda e eu como de praxe, fazia carinho no seu cabelo, próximo a nunca.

Ficava admirando cada pedacinho daquele homem lindo, incrível, paizão.

Meu perfeito.

Viver com eles estava sendo incrível, eu me sentia a mulher mais sortuda desse mundo.

Sortuda por ter um homem que me amava, um filho de coração que também me amava e eu da mesma forma e intensidade.

Alexandre e Bento trouxeram significado minha vida, me mostraram a perfeição que é uma família, uma benção, uma dádiva.

— Tá tão caladinho, mô ! – falei quase num sussurro, chamando sua atenção. Já estávamos quase perto do residencial de Rodrigo.

— Pensativo, só... A cabeça tá uma correria! – respondeu calmo, soltando um suspiro.

— Problemas no trabalho? Quer conversar? – tentei me mostrar que estava ali com ele e pra ele. Ele sorriu e acariciou minhas bochechas.

— Tá tudo bem, pretinha. – freou o carro na portaria, esperando o segurança abrir. Aproveitou o momento de espera e me deu um beijo. — É só umas coisas que estou pensando, nada preocupante. Mas obrigada pela atenção !

— Tá certo! Mas qualquer coisa, sabe que estou aqui. Sempre. – nos beijamos outra vez.

Logo o segurança apareceu e liberou a nossa entrada, só caminhamos mais um pouquinho e logo estamos na frente da casa Lombardi.

Um céu de amor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora