Um céu de amor espera por Giovanna e Alexandre, mas a muitas nuvens entre eles, as vezes branquinhas como algodão e outras negras e pesadas... Eles vão ter que desvendar o céu juntos.
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Quando Antonelli pensou em responder a pergunta feita por Nero, na qual obviamente ela iria negar, sua avó apareceu interrompendo o diálogo deles.
A morena suspirou alto deixando um olhar cansado para Alexandre.
Eles estavam cansados disso, desses desencontros, dessas picuinhas, de todo o universo jogando contra eles.
— Vem pra dentro meus filhos, saem desse sol com essa criança! – a senhora os chamava, era um doce de pessoa. — Vem que eu fiz um suquinho bem geladinho e refrescante! – acenava com as mãos chamando-os.
Nero olhou para Giovanna, meio perdido e alheio de como deveria se portar, se ela queria que ele entrasse ou fosse embora.
Até parece que ela o mandaria embora com seu tesourinho.
Salvo por Bento.
— Você... não vem? – Giovanna perguntou, se virando na direção dele já que, já tinha andado alguns passos.
— Posso ? – perguntou receoso, com uma carinha de cachorro que caiu da mudança.
— Bem que eu poderia te deixar torrando aí ! – revirou os olhos. — Anda logo, minha vó odeia chamar duas vezes.
Os dois entraram para dentro da casa, sentaram a mesa e logo a senhora serviu os dois com um suco de laranja com acerola – especialidade da casa.
Dona Lindaura colocou um pouco na mamadeira de Bento e tomou o menino para si, estava tão encantada com o menino quanto Giovanna tinha ficado desde a primeira vez. Saiu levando o menino para vê os animais de estimação que ela tinha no quintal da casa.
Alexandre e Giovanna ficaram sentados a mesa, Antonelli mexia no celular em qualquer coisa apenas para não ter que encarar Alexandre em sua frente, que tinha os olhos acesos em si, buscando pelos dela.
— Gio... – ele pronunciou, ainda tímido.
— Aqui não, Alexandre! – falou ríspida, cortando qualquer tipo de conversa.
— Tudo bem... – voltou a tomar seu suco em silêncio.
Dona Lindaura voltou com Bento pra sala, e logo Giovanna pegou o menino para si novamente e iria dá um banho nele pois estava muito calor.
Alexandre ficou com dona Lindaura na cozinha, ele estava meio deslocado ainda, mesmo sendo bem recepcionado pela mais velha.
— O senhor trabalha com o que mesmo ? – puxou conversa.