Nour estava treinando com Luther em mais um dia normal. Estavam praticando combate físico. Nour avançava e tentava socar Luther, que se defendia e contra-atacava, acertando-o mesmo quando Nour podia se defender do golpe, ainda recebendo o forte impacto. Luther, para ser mais justo, não estava usando seu dom.
Luther: Vamos lá, Nour, você está melhorando, mas ainda está muito fraco. Assim, não será capaz de derrotar sozinho nem mesmo um Classe C. - diz explicando e tentando motivar Nour.
Nour: Na última missão, eu consegui apunhalar aquele Classe C - diz resmungando.
Luther: É, mas era eu, você e as duas Priyas contra ele. Nós te demos cobertura. - diz contestando.
Nour então suspira e continua a atacar. Nosmus, que estava passando por ali e parou para observar, fez um sinal de negação com a cabeça e então suspirou.
Nosmus: Nour, você é péssimo. Me desculpe pela sinceridade. Nesse ritmo, só vai derrotar um Classe C daqui a 10 anos, e olhe lá - diz meio descrente da evolução de Nour.
Nour: Ah, para você é fácil falar, é todo poderoso com esse seu dom - diz reclamando.
Nosmus: Meu dom? Meu dom não me dá nenhuma capacidade física. Se eu não treinasse minha força, resistência, velocidade, eu nem sequer poderia acompanhar meu próprio dom - diz explicando.
Nour: Então, vamos lá, Nosmus, me treine vai, por favor. Fico te devendo uma - diz pedindo gentilmente.
Nosmus: Mas nem - diz com voz de preguiça.
Nour: Ah, vai, por favor, cara - diz insistindo.
Nosmus: Sem chance. Esse lance parece só mais trabalho para mim, e eu quero relaxar. Mas, peça ao vice-comandante Gar. É ele quem treina pessoalmente a mim e ao Sonne. Se não fosse por ele, não seríamos os mais fortes. Enfim, vou indo lá - diz Nosmus explicando antes de se retirar.
Luther: Não, Nour, você não-- então é interrompido por Nour.
Nour: É isso, quem melhor do que um vice-comandante para me ajudar a ficar forte? - diz animado e empolgado.
Luther: Nour, nós mal o vemos pelo castelo. Ele está sempre ocupado e de cara fechada. Ele não é como o capitão; ele pode te punir só de você ir lá o importunar. - diz explicando o problema aparente.
Nour: Uhhh, o que foi, Luther? Não era você que, quando chegou aqui, queria desafiar todos os fortes? Que iria derrotar do tenente ao comandante? - diz com voz extremamente provocativa.
Luther: Ah, então tá, vamos lá, Nour, quero até ver. - diz como quem agora quer ver Nour se dar mal.
Os garotos então começam a procurar o vice-comandante Gar. Após um bom tempo de procura, eles o avistam na parte do bosque do castelo, onde estava supervisionando a fortificação de um dos muros.
Nour: Ei, olá, Vice-Comandante Gar, não é? - diz gritando em direção a Gar, que estava de costas para eles.
Gar: Han? - esboça ao se virar e ver Nour o chamar.
Nour: O que está fazendo hoje, Gar? - diz animado.
Gar: Vice-Comandante Gar. - diz corrigindo a falta de formalidade de Nour. - Estou supervisionando a fortificação do muro. Há algumas partes do muro em volta de todo o castelo que estão fracas e caindo aos pedaços. - diz explicando com tédio.
Nour: Ah, bem legal.
Gar: Nour, não é? Direto ao ponto, como posso ou não te ajudar? - diz com pressa de saber o que ele queria, como nitidamente aparentava.
Nour: Bom, Nosmus, meu grande e próximo amigo (diz com exagero), me falou que você treina a ele e Sonne pessoalmente, e eu qu--- Nour é então interrompido.
Gar: Não vai rolar. - diz firme e se vira de costas novamente para Nour.
Nour então esboça uma cara de bobo, e Luther começa a rir da situação.
Nour: Pare de rir, Luther, droga. - diz bravo enquanto questiona Luther sobre sua diversão com a situação.
Nour então decide arriscar. Ele sabia que precisava, que era o momento. Estava ciente de que estava estagnado, que precisava fazer algo ali e agora. As palavras de Ayu ainda ecoavam em sua mente. Seria mesmo ele o único a não ser extraordinário? Viveria para sempre à sombra de seus irmãos?
Nour: Vice-comandante Gar, eu te desafio. Um duelo, eu e você, aqui e agora. Se eu te acertar, nem que seja um golpe, você irá me treinar. - diz gritando com firmeza e convicção, estampando no ar todo o seu momento de loucura e coragem reunida.
Todos ali em volta, incluindo Luther, arregalam seus olhos como quem pensa: "Ele definitivamente é maluco, ele disse isso mesmo? Logo para o Gar?" Gar então se vira devagar, cruza os braços e dá um sorriso malicioso.
Gar: Você é corajoso ou muito sem noção. De qualquer forma, me dê uma razão para eu aceitar? - diz com voz de quem está achando engraçado e desacreditando da situação, aumentando levemente o tom ao fim da frase.
Nour: Porque eu sou um Lupos. Filho do Medusa, irmão de Adonis e Frode. - exclama Nour enquanto grita, ainda na adrenalina de sua coragem.
Gar: Então vamos lá, Nour Lupos. Mostre do que é feito. - diz gritando com bravura em sua voz.
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A Fúria de Tânatos: A Caixa de Pandora Desvendada.
Science Fiction"A fúria de Tânatos" é uma narrativa épica que mergulha no confronto entre os filhos da morte e da esperança. Prepare-se para uma jornada emocionante repleta de ação, onde destinos se entrelaçam, alianças são forjadas e o poder dos deuses se mescla...