Eu sou uma bagunça

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Esse capítulo é dedicado a paciência das minhas cinco VanCats! Amo vocês!

POV CATARINA

-Não é justo, aquelas duas lá no bem bom e a gente aqui limpando essa bagunça. – Duda reclamava, enquanto recolhia as taças em cima da mesa.

-Isso tudo é inveja? Se controla Dudinha. – Vanessa tirou onda, amarrando os sacos de lixo. – Pelo menos você tem uma costelinha pra te esquentar de noite, eu tenho que dormir com três travesseiros pra suprir minha carência.

-Tadinha gente, tão abandonada, ninguém quer a pobrezinha. – As duas continuaram aquele papo e eu observava, sem entrar no meio.

Sei que ela estava brincando, mas me peguei pensando nisso. Não vejo ela e Fernanda juntas há um bom tempo, mas não acredito que uma mulher como ela ficaria solteira por muito tempo. Vanessa é linda, simpática, tem um charme que encanta a todos, tem um coração bonito, resumindo, Vanessa é apaixonante e por esse motivo sei que deve ter uma fila enorme de pretendentes.

Desde a nossa conversa em meu quarto eu penso muito sobre os meus sentimentos, não dá pra negar que o sorriso que ela me dá sempre que me vê, me deixa com os estômago formigando, ou que meu coração palpita todas as vezes que ela me deu uma cantada barata, ou até mesmo como reajo das vezes que ela estava brava com alguém. Passei a semana me recordando do nosso beijo trocado na cozinha, a forma macia que os lábios dela tocaram os meus, sem nenhum tipo de intrusão, era algo que eu gostaria de experimentar novamente.

-Deixe a louça que eu lavo. – Sai do transe quando vi que estava parada no meio da sala encarando Vanessa.

-Ah, então vamos subir. – Meu filho avisou, abraçando Duda por trás. – Boa noite família.

-Boa noite crianças, e juízo. – Vanessa colocou as mãos no bolso de trás da calça.

-Juízo nós dois temos e sobra. – Duda respondeu sorridente, me fazendo negar com a cabeça. — Boa noite, vai com cuidado Vanessinha.

Os dois subiram abraçados, me fazendo sorrir. Duda fazia meu filho feliz e isso me deixava feliz consequentemente. Igor sempre foi um menino tranquilo, acho que Duda apareceu para tirá-lo da zona de conforto, talvez do mesmo jeito que Vanessa me tira.

-Bom, acho que é minha deixa pra ir tambem. – Vanessa pegou o capacete em cima do aparador.

-Não vão me ajudar com a louça? – Perguntei brincando. – Quanta consideração.

-Dá ultima vez essa louça me custou caro. – Mesmo sorrindo, eu sei que ela falava algo sério. – Tá tarde, e eu bebi. Acho melhor eu ir, né?

-Vanessa, espera. – Meu nervosismo não me fazia raciocinar direito. – Me desculpa. Me desculpe por tudo isso.

-Te desculpar pelo o que? – Ela sorriu de lado.

-Eu sou uma bagunça. – Gesticulava minhas mãos, andando pela sala. – Acho que nunca me senti assim antes, com medo de fazer algo que eu quero muito.

-Do que você está falando exatamente? – Vanessa colocou o capacete no sofá e me encarou.

-Eu não sei lidar com esse carrossel de sentimentos dentro de mim. – As palavras saiam em tropeços. – Eu não paro de pensar na nossa conversa, não paro de pensar nas coisas que você me disse e pior, eu não paro de pensar no seu beijo.

-Catarina, respira. – Ela veio se aproximando com calma. – Olha só, é confuso mesmo, é estranho, mas não é nenhum crime, não é uma coisa errada.

-Como eu vou lidar com tudo isso? – Levei a mão no rosto, tentando aliviar meus pensamentos conturbados.

-Não precisa lidar com tudo isso sozinha, é um processo longo, mas não precisa ter medo de enfrentá-lo. – Quando ela chegou perto o suficiente, tirei as mãos do rosto, lhe encarando. – Calma, respira. Posso te dar um abraço?

Wildest DreamOnde histórias criam vida. Descubra agora