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Meu pai deixou bem claro que eu deveria comprar uma casa se eu quisesse mais segurança para a minha noiva

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Meu pai deixou bem claro que eu deveria comprar uma casa se eu quisesse mais segurança para a minha noiva. Não que eu não estivesse planejando isso antes, eu só estava de olho em algumas que a agradariam.

Além disso, eu queria ter filhos, no plural, em algum momento no futuro. Então, sim, precisávamos de mais espaço que um apartamento, mesmo que fosse uma cobertura.

Passei pelo portão da enorme propriedade que escolhi com a certeza de que era o lugar perfeito. Um amplo terreno cercado por árvores altas, que garantiam privacidade, mas sem perder a elegância. A mansão em si era imponente, com uma arquitetura clássica e toques modernos que a tornavam acolhedora e funcional ao mesmo tempo.

Estacionei o carro em frente a fonte central, cujas águas dançavam suavemente, refletindo o brilho do sol. Desci do carro e caminhei até o lado de Alexis, abrindo a porta para ela com um gesto quase automático, mas carregado de intenção.

- O que é essas casa? - Alexis perguntou, com a sobrancelha arqueada. Sua desconfiança misturava-se a uma curiosidade genuína que ela não conseguia esconder.

Tinha sua habitual expressão de deboche no rosto, eu hesitei por um momento com medo de sua reação.

Ela gostava de quando sua opinião era respeitada. Mas meu pai estava certo de que meu apartamento não estava seguro e ele era mais obcecado com a segurança do que eu.

- E-eu.... - desde que ela fugiu, eu estava com medo de falar qualquer coisa com ela - Essa é sua nova casa. Eu comprei pra você.

Surpreendentemente Alexis sorriu. Aquele sorriso, pequeno mas sincero, parecia iluminar todo o ambiente ao nosso redor. Eu fiquei parado por um momento, sem saber se deveria me sentir aliviado ou se estava apenas esperando sua próxima reação, que poderia ser tão imprevisível quanto ela. Mas, por algum motivo, o sorriso dela me deu a sensação de que, talvez, eu tivesse acertado em alguma coisa.

Ela olhou para a mansão com mais atenção, seus olhos passando pelas linhas elegantes da arquitetura, pelo jardim impecável. Até parecia que ela estava tentando absorver o peso daquilo tudo, como se ainda estivesse tentando decidir se deveria sentir prazer ou desconforto com a grandeza de tudo.

- Eu... não sei o que dizer. - Ela falou finalmente, com uma expressão quase surpresa. - Isso é... grande.

Eu ri, tentando aliviar a tensão no ar.

- Você comprou uma casa para mim? - Perguntou ela, sua voz ainda carregada de uma mistura de surpresa e hesitação.

- Claro. Coloquei no seu nome, porque quero que você se sinta segura no nosso casamento.

- Eu vou poder decorar?

- Nós estamos contratando um arquiteto, Alexis. Você não precisa se preocupar com isso.

Ela fez uma careta, desprezando a ideia de um arquiteto, mas o brilho nos seus olhos me disse que, na verdade, estava animada com a possibilidade de tomar as rédeas daquela casa.

Dívida do Prazer - 1Onde histórias criam vida. Descubra agora