Leo Bianchi sempre foi uma presença marcante na vida de Alexis Donovan. No ensino médio, ele fez de tudo para atormentá-la, escondendo sua obsessão atrás de provocações e jogos de poder. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente-mas...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Podíamos nos casar aqui na ilha. — Sugeri, depois de termos passado o fim de semana inteiro fazendo planos, quando não estávamos transando.
Agora Leo estava indo embora, e sinceramente eu não queria que ele fosse.
O helicóptero já havia pousado na pista particular há trinta minutos e eu estive o segurando, com nossos braços entrelaçados desde então.
Ele sorriu.
— Você quer dizer, agora?
— Por que não?
Ele riu, me apertando no abraço dele.
— Minha mãe teria um treco. Eu sou o filhinho dela.
— Você é mesmo, não é? — Brinquei — Como um homem tão mal pode ser um filhinho da mamãe?
Leo soltou uma risada baixa, aquele som rouco que fazia meu coração acelerar sempre que o ouvia. Ele afundou o rosto na curva do meu pescoço, como se quisesse prolongar o momento, e me abraçou ainda mais forte.
— Eu não sou mal.... Talvez apenas pra quem eu não gosto. O que você acha que sou pra você?
— Você já foi mal pra mim, Bianchi.
Leo ergueu a cabeça, me encarando com aquele sorriso ladino, o mesmo que ele usava quando queria me desarmar. Seus olhos brilhavam com diversão, mas havia algo mais profundo ali, um tipo de vulnerabilidade que ele raramente deixava à mostra.
— E eu me arrependo de cada momento, eu juro.
— Que bom que sim.
Ele se afastou ligeiramente para me encarar, os olhos brilhando com aquela mistura de diversão e intensidade que só ele conseguia transmitir.
— E você? — Ele perguntou, inclinando a cabeça de lado. — Como a mulher que eu conheço e amo poderia estar tão ansiosa para fazer algo tão... comum como se casar em segredo? Não combina com você, amor.
Eu revirei os olhos, mas sorri. Era verdade, casar assim, sem cerimônia, sem fazer uma cena, não parecia muito o meu estilo. Mas com ele, tudo parecia diferente, mais simples, mais fácil.
— Talvez eu esteja apenas desesperada para te manter preso a mim. — Provoquei, apertando os braços ao redor dele.
Talvez eu estivesse desesperada. E se ele fosse e decidisse que não valia a pena?
E se no meio do caminho dessa história toda, ele acabasse concordando em se casar com Emilly com a desculpa de que queria que eu ficasse segura?
Eu o perderia tão fácil quanto ele havia me conquistado. Esse pensamento apertava meu peito, mas não ia deixá-lo perceber isso. Não agora, enquanto estávamos tão próximos, enquanto ele estava prestes a embarcar naquele helicóptero e me deixar novamente.