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Sentia- me como se estivesse em um longo sono

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Sentia- me como se estivesse em um longo sono. Meu corpo estava pesado, e era difícil até abrir os olhos, como se o mundo ao meu redor estivesse em uma névoa espessa, distante e inatingível.

Minha cabeça doía, como se uma tonelada de pedras estivesse pressionando contra minha testa

Movi minha cabeça devagar, olhando para o lado. Estava num lugar estranho, frio e silencioso. O som constante de máquinas, o bip irregular de monitores, me lembravam que eu estava em um hospital.

Concentrei-me, tentando processar os pequenos detalhes ao meu redor. O cheiro de antisséptico no ar, a luz fria que iluminava o ambiente, as paredes brancas e impessoais.

Leo estava sentado na cadeira ao lado, me encarando fixamente.

Suas sobrancelhas saltaram, quase alcançando a raíz do cabelo.

— Alexis? — Ele se levantou rapidamente — Você está comigo?

Eu queria responder, mas minha garganta parecia ressecada, como se tivesse sido usada demais e não tivesse forças para emitir som algum. Minha boca estava seca, e meu corpo inteiro parecia atado em algum tipo de torpor profundo.

— Água.... — Sussurrei, levando a mão lentamente na cabeça.

Leo se aproximou rapidamente, seu rosto pálido e os olhos carregados de uma mistura de alívio e desespero. Ele pegou a mão que eu estendia, e senti o calor de sua pele contra a minha, uma sensação que me trouxe uma leve lembrança de vida, um fio de conexão com a realidade que eu mal conseguia alcançar.

— Calma, amor. Eu vou te dar água, já volto. — Sua voz estava trêmula.

Ele se levantou com pressa, saindo da sala, e eu fiquei ali, deitada, os olhos fixos no teto. Eu queria falar mais, queria dizer tantas coisas, mas meu corpo não respondia. Tudo estava em câmera lenta. Eu estava tentando lembrar como respirar, como me mexer, como entender o que estava acontecendo.

A dor de cabeça era intensa, uma pressão que parecia aumentar a cada batida do meu coração. Por mais que eu tentasse abrir os olhos mais amplamente, a névoa ao meu redor não desaparecia. Eu queria entender o que estava acontecendo. O que eu tinha vivido antes desse estado? Como eu fui parar aqui? E, principalmente, o que estava acontecendo com Leo? Ele parecia tão... angustiado. Como se ele tivesse sido partido em mil pedaços.

Senti meu corpo se mover lentamente, como se estivesse sendo puxada por algo maior que eu mesma, e nesse momento, os sons e as imagens começaram a clarear. Aos poucos, os contornos da sala se tornaram mais nítidos, o zumbido das máquinas mais definido. Eu estava num hospital, e parecia que, por algum milagre, eu estava de volta ao mundo.

Quando Leo voltou com um copo d'água, seus olhos estavam cheios de lágrimas contidas. Ele se inclinou perto de mim, seus olhos fixos em meu rosto, como se estivesse tentando buscar algum sinal de que eu estava realmente ali, de volta.

Dívida do Prazer - 1Onde histórias criam vida. Descubra agora