Leo Bianchi sempre foi uma presença marcante na vida de Alexis Donovan. No ensino médio, ele fez de tudo para atormentá-la, escondendo sua obsessão atrás de provocações e jogos de poder. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente-mas...
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Devia ter me lembrado que reuniões com arquitetos e designers são tão entediantes.
O pior é que Alexis parecia ser simpática com absolutamente todo mundo, exceto comigo, porque a reunião já acabou e ela estava enrolando perguntando sobre o cachorrinho que Margareth, a responsável pela decoração da nossa casa, adotou.
Por deus, quem se importa com o cachorro de Margareth?
Olhei o relógio, ainda encostado no carro, porque eu tinha um milhão de coisas para fazer.
Meu celular começou a tocar, passei a mão no bolso de trás da minha calça puxando o aparelho com uma foto do meu pai e da minha mãe aparecendo no visor e o nome dele piscando.
— O que foi? — Atendi de forma seca, o celular pressionado contra o ouvido enquanto mantinha os olhos em Alexis, que continuava rindo e gesticulando.
— Isso é jeito de atender o pai, garoto? — Ele respondeu, a voz grave e carregada daquele tom autoritário de sempre.
— Desculpa. — murmurei, passando a mão no cabelo — Eu estou estressado, só isso.
— Você vai ficar mais estressado quando eu te disser porque liguei. Drew está consumindo droga do inimigo em Burnside. Achei que você já tivesse dado um jeito nos Donovan.
— Do inimigo? Você já localizou quem é o inimigo, pai?
— Alguém tem que ser eficiente enquanto você brinca de casinha.
Quase não consegui segurar uma risada, porque brincar de casinha era tudo o que eu não estava fazendo.
Eu estava com bolas azuis, nem mesmo uma punheta era o suficiente pra me satisfazer e pra piorar minha noiva começou a andar pela casa se exibindo, apenas para me torturar.
E eu nem podia pensar nela com aquele shortinho de lycra azul e o top justo sem sentir minha cabeça latejar.
— É um novo Motoclube. — meu pai explicou — Eles se chamam South Lakers e estão tentando tomar Chicago. Minhas fontes dizem que eles estão tendo informações privilegiadas. Agora que descobri que Drew está conseguindo drogas com eles, acho que ele está passando informação sobre a gente. Só que Drew não tem tanta informação privilegiada assim, certo? Tem mais alguém. Tente extrair informações dele.
— Como? — Questionei, arqueando uma sobrancelha e olhei para Alexis ainda sorrindo e conversando com a arquiteta.
— Achei que já tínhamos passado dessa fase, Leo. Eu mesmo treinei você para arrancar informações.
— Mas ele é o irmão de Alexis. Como posso jogar ele numa sala de tortura?
— Irmão da Alexis ou não, ele está mexendo com o que é nosso, Leo. Já deveria saber que não importa o parentesco quando alguém compromete o negócio da família. Você decide como vai lidar com ele, mas eu espero resultados. E rápido.