Leo Bianchi sempre foi uma presença marcante na vida de Alexis Donovan. No ensino médio, ele fez de tudo para atormentá-la, escondendo sua obsessão atrás de provocações e jogos de poder. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente-mas...
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Eu estava irritado nos últimos dias, não sabia que alguém como aquele prefeito inútil poderia se esconder tão bem a ponto de parecer um fantasma.
Mas agora eu estava ainda mais irritado. Como se algo estivesse fora do normal.
Eu mal consegui falar com Alexis hoje de manhã, e pelo seu tom de voz, eu percebi que ela estava triste.
Meu pai estava andando de um lado para o outro na sala do seu escritório, enchendo a paciência sobre o que eu iria fazer com Drew e Vincent.
O problema era que eu queria esperar Alexis. Queria que essa decisão fosse dela.
— Pai, será que você pode dar um descanso para a minha cabeça? Eu tenho participado dessa equipe de busca por dias. Se você não tivesse escolhido justamente esse prefeito inútil, ele não estaria se virando contra nós.
— Você precisa relaxar sobre isso. Vamos dar um fim nele, e no próximo ano ele está fora.
— E quem vai assumir o lugar dele?
Theo ajustou sua gravata, sua postura sempre tão elegante que me dava vontade de rir.
Meu pai nunca errava na escolha de seus candidatos. Ele era muito bom em fazer análises, mas parece que agora as coisas não foram como ele imaginou.
Ele pegou uma garrafa de uísque e serviu um copo cheio, como se aquilo fosse resolver a situação.
— O vice dele é aliado da Genovese, ele nunca nos trairia. — Esclareceu — Quando estiver no meu lugar e tiver que tomar a decisão de qual político vai investir, sempre tenha um plano "b". Confiar cegamente em alguém é inútil.
Eu passei os dedos pelos cabelos, tentando manter a calma enquanto ouvia meu pai falar. A verdade era que ele estava certo. A política não era só sobre confiança, mas sobre poder, sobre manipulação, sobre ter sempre uma carta na manga. No entanto, eu não estava com a cabeça para jogos políticos naquele momento.
Estava com a cabeça em Alexis.
Sabia que ela estava bem protegida, além de Tommaso e Riccardo, tinha os seguranças ao redor da ilha e o acesso a ela só era permitido por meu pai e meus tios.
Mas era como se algo estivesse errado. Eu sentia uma pressão crescente no peito, uma sensação de que algo estava prestes a acontecer, algo que eu não podia controlar. A raiva misturada com a preocupação me deixava ainda mais impaciente. Sabia que ela precisava de mim, que eu precisava estar lá para ela, mas, ao mesmo tempo, havia coisas que não podiam ser ignoradas.
Peguei meu celular para mandar mensagem pra ela, precisava saber como estava, como estava se sentindo.
Quando desbloqueei a tela do celular, tinha umas cinquenta ligações perdidas de Tommaso e vinte de Riccardo.
Meu estômago se revirou, uma sensação de pânico me invadindo enquanto olhava para as notificações. Eu tinha uma impressão ruim, algo estava errado.