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Quando ele decidiu por mim o que fazer com o meu pai, confirmei o que já estava na minha cabeça desde que estávamos na Califórnia

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Quando ele decidiu por mim o que fazer com o meu pai, confirmei o que já estava na minha cabeça desde que estávamos na Califórnia.

Eu era apenas o brinquedo que ele se divertia controlando.

Eu era apenas o que seu papai deu a ele de presente de natal.

Não estava puta pelo meu pai. Ele realmente precisava de tratamento, e eu concordaria se ele perguntasse qual era a minha opinião sobre isso.

Mas Leo apenas decidiu, como se só precisasse da decisão dele. Como se só o que ele queria importasse.

Chicago nem era para mim.

Eu passei horas me perguntando se em algum momento ele deixaria de ser essa pessoa, barganhando pelo próprio poder.

Se ele seria essa pessoa que faz qualquer coisa apenas pra mostrar quem está no comando, exatamente como ele fazia na escola.

Me perguntava, se em algum momento ele largaria essa pose de homem sedento pelo poder e de fato me enxergaria.

Mas eu não podia esperar por muito tempo até que ele decidisse me olhar de verdade.

Eu não poderia deixar ele me decepcionar mais vezes.

Essa dívida sequer era minha, então por que eu tinha que estar aqui, certo?

Deixei tudo o que ele me deu no apartamento. Usei o rolls-royce que comprou para mim, apenas até chegar na rodoviária.

Era o único tipo de passagem que minhas economias podiam pagar.

Comprei uma passagem para Frankfort, porque era a passagem que dava para comprar. Poderia encontrar um emprego por lá e seguir para outro lugar depois disso.

Só não dava para voltar para Nova York, já que seria o primeiro lugar que Leo me procuraria. No apartamento de Vittoria.

Então, em algum momento eu precisaria fazer uma pausa para ligar pra ela e dizer que estava tudo bem comigo, ou apenas mandar uma mensagem.

Sabia que ela não diria nada ao irmão dela que eu liguei.

Acabei descartando meu celular na estrada.

Conhecendo Leo, ele provavelmente colocou um rastreador no meu celular, portanto eu tive que me desfazer dele antes que ele sequer tivesse a chance de me alcançar.

Era inacreditável que ele sempre conseguia tudo o que queria de todo mundo.

Achei um motel barato para me instalar. A cidade era agradável, talvez eu conseguisse um trabalho em algum lugar para conseguir juntar um dinheiro e poder ir para um lugar mais longe.

Abri a embalagem com o celular descartável que comprei na rodoviária, e rapidamente inseri o chip. O celular barato tinha a aparência simples e a tela pequena, mas, pelo menos, era funcional.

Dívida do Prazer - 1Onde histórias criam vida. Descubra agora