Leo Bianchi sempre foi uma presença marcante na vida de Alexis Donovan. No ensino médio, ele fez de tudo para atormentá-la, escondendo sua obsessão atrás de provocações e jogos de poder. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente-mas...
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Precisava estar ao lado de Alexis em se aniversário, portanto, fiz exatamente o que meu pai mandou. Peguei o avião e vim até a ilha da família onde ela estava escondida. Mal conseguia me conter quando desembarquei. Tudo que e queria era vê-la, senti-la, cheirá-la e ouvir sua voz.
Andei na frente, em direção a entrada da mansão enquanto alguns dos homens da Genovese que eu trouxe, para reforçar a segurança, caminhavam atrás, segurando minha bagagem.
Riccardo estava no foyer quando entrei na mansão. Enquanto Alexis confiava nele cegamente, eu não gostava de o ter por perto, e meu pai disse que ele era do tipo leal. Apenas por isso decidi mantê-lo como seu guarda-costas.
— Onde ela está? — Perguntei.
— Na sala de cinema, parece que ela está fissurada em My Fair lady. — Riccardo respondeu, sem se mover da porta, os olhos atentos, sempre vigilantes.
Eu não dei muita atenção para ele, mal esperando para ver Alexis. A ansiedade corria em minhas veias enquanto eu caminhava pelo corredor, o som dos meus passos abafados pelo tapete macio da mansão. Não podia deixar de pensar em como as coisas haviam mudado desde a última vez que a vi. A sensação de proteção que ela me dava, a leveza de sua presença, tudo me fazia querer tê-la ao meu lado o tempo todo, longe de qualquer perigo.
Quando cheguei na sala de cinema, a porta estava entreaberta. O som suave da música clássica de My Fair Lady vazava de dentro, mas o que me pegou de surpresa foi vê-la ali, tão tranquila, imersa no filme, sem saber que eu estava prestes a entrar. Alexis estava linda, como sempre, com o cabelo preso em um coque desarrumado, usando uma camiseta confortável e shorts simples. Ela parecia tão serena, como se o mundo ao redor não fosse uma ameaça constante.
Eu a observei por um momento, uma necessidade primal de tê-la próxima me consumindo. Não me importava com o que estava acontecendo fora dessa casa, não me importava com a guerra ou com a destruição. Só ela.
Finalmente, não resisti mais e entrei.
— Surpresa, mia vita.
Alexis levantou o olhar ao ouvir minha voz, seus olhos se iluminando instantaneamente. Ela demorou um segundo, como se não acreditasse no que estava vendo, e então um sorriso se espalhou pelo seu rosto. Era um sorriso que derretia toda a tensão que eu carregava.
Ela levantou do sofá e correu em minha direção, pulando em meu colo, segurei em sua cintura, firmando se corpo no meu enquanto ela envolveu as pernas ao redor da minha cintura.
A sensação de alívio foi quase física, como se finalmente estivesse respirando de verdade após dias de sufocamento.
— Eu estava esperando sua ligação, seu idiota. — Ela apalpava meu rosto, como se estivesse tentando ter certeza de que eu estava aqui — Por que não me disse que vinha?