Leo Bianchi sempre foi uma presença marcante na vida de Alexis Donovan. No ensino médio, ele fez de tudo para atormentá-la, escondendo sua obsessão atrás de provocações e jogos de poder. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente-mas...
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Minha mente estava turva da pancada que levei na cabeça ainda no avião.
Já estávamos pousando quando percebi que aqueles homens não eram confiáveis, quando percebi que estava sendo sequestrada.
Como se estar na vida dos Bianchi me fizesse merecer isso.
Nunca havia ouvido falar de ninguém que foi sequestrada na vida, mas então eu me tornei noiva dele e essa era a segunda vez.
Valia a pena? Valia estar na vida dele e ter todas as suas promessas de segurança, de uma vida que parecia tão distante das minhas origens, mas que ao mesmo tempo me atraía com uma força incontrolável?
Mas eu o queria, eu o amava. Havia passado por muita coisa, chegado até aqui para não estar com ele depois.
Enquanto o homem engravatado me arrastava para fora do aeroporto, Leo era tudo o que eu conseguia pensar, seu rosto era tudo o que eu conseguia ver.
O homem parou diante de um sedã e me empurrou para dentro com força, sem se importar com meu estado mental ou se iria me machucar.
O carro arrancou, e eu fui empurrada contra o banco, o cinto de segurança apertando minha barriga. A pressão em meu peito aumentava, e a sensação de que algo muito ruim estava prestes a acontecer me engolia por dentro. O homem ao meu lado não dizia nada, mas a frieza dele era o suficiente para me fazer sentir um calafrio. Estava sozinha. Sem Riccardo, sem Tommaso, sem ninguém que pudesse me ajudar naquele momento.
— Pura que pariu. — o homem gritou, olhando para o retrovisor — Que moleque idiota.
Olhei para trás, a GMC de Leo estava logo atrás, cortando o caminho e mudando e pista quando nós também mudávamos.
Eu sorri, tentando ficar mais relaxada.
— Ele é insistente demais. — Provoquei meu sequestrador — Não vai parar só porque você mandou.
O homem pisou fundo no acelerador abruptamente, e eu fui jogada de volta contra o banco, o cinto de segurança cortando minha pele. O som dos pneus cantando contra o asfalto ecoava na minha cabeça, mas nada comparado à agonia da sensação de estar sendo arrastada para um destino incerto. Mesmo assim, consegui soltar um sorriso forçado. Leo não vai desistir. Ele nunca desiste.
O homem ao meu lado, com a expressão fechada e os olhos estreitados, continuava focado na estrada, ignorando completamente a minha presença, exceto quando olhava de relance pelo retrovisor. Ele parecia irritado, como se minha presença ali fosse mais um fardo do que uma tarefa.
— Você não vai conseguir despistar ele. Leo é um motorista muito bom. — Continuei.
— Cala a porra da boca, sua piranha.
O silêncio dentro do carro ficou pesado com a ameaça do homem. Sua raiva estava transbordando, mas eu não deixaria que isso me afetasse. Aquele comportamento, aquela agressividade, só me fazia ter certeza de que Leo não estava longe. Ele nunca desistiria, nunca me deixaria nas mãos de pessoas como eles. Eu sabia disso, apesar do medo que ainda apertava meu peito.
O carro continuava cortando as ruas de Chicago, mas mesmo enquanto a velocidade aumentava, minha mente permanecia fixada em Leo. Ele vinha atrás. Eu podia sentir isso. A certeza de que ele estava em minha cola me dava um fio de esperança, uma luz tênue na escuridão que estava tomando conta da minha realidade.
O homem ao meu lado ainda estava nervoso, nervoso o suficiente para me xingar e apertar mais o acelerador. Eu tentei não pensar na dor que sentia em meu corpo, no desconforto da situação. Se eu me deixasse dominar pelo medo agora, tudo estaria perdido. Eu sabia o que ele queria. Ele queria me calar. Mas eu não podia fazer isso.
— Não vai adiantar, você sabe. — Falei novamente, tentando mais uma vez provocar. O silêncio dele só confirmava que ele estava incomodado. — Leo vai encontrar você, não importa o que faça.
Olhei ao redor, estávamos numa estrada de mão única, e dos lados tudo o que eu via eram árvores e matos
O carro continuava acelerando, as árvores passando rapidamente ao meu redor, e a sensação de claustrofobia só aumentava. O homem ao meu lado parecia cada vez mais tenso, mas também mais furioso.
Ele freou abruptamente, meu corpo foi lançado para frente, o cinto de segurança cortando minha pele de novo. A dor era intensa, mas ainda assim, minha mente estava focada em Leo.
Ele virou a posse fu do no acelerador, como se quisesse me torturar conforme os extremos do carro. Eu estava sendo tratada como uma peça em um jogo sujo, algo descartável, mas ao mesmo tempo, era como se eu fosse o único alvo que ele pudesse ver no momento. A raiva e o ódio no olhar daquele homem me paralisavam de uma forma que eu não conseguia controlar. Mas o que mais me consumia era a sensação de impotência. Eu não sabia onde estava indo nem o que aconteceria comigo a seguir, e a única coisa que me mantinha firme era a imagem de Leo.
As ruas se tornaram ainda mais desertas, e a escuridão parecia engolir o carro onde eu estava, tornando a situação ainda mais angustiante. Eu sabia que estava longe de qualquer ajuda. Mas eu não podia permitir que o medo me tomasse. Sabia que o homem ao meu lado estava nervoso, mas isso só significava que Leo estava mais perto do que nunca.
O carro continuava cortando a estrada à medida que o motorista se perdia em sua raiva. Ele olhava para o retrovisor com frequência, tentando descobrir se já estávamos sendo seguidos, como se soubesse que uma perseguição estava prestes a começar. Cada vez que ele fazia isso, um fio de esperança se acendia dentro de mim. Leo estava lá. Eu sabia que ele não me deixaria escapar.
"Não vai adiantar", pensei para mim mesma, repetindo as palavras que acabara de dizer. Leo vai encontrar você. Ele era obstinado, ele sempre foi. Nada poderia pará-lo, não quando se tratava de mim.
O homem ao meu lado bufou, e mais uma vez acelerou, forçando o carro a passar por uma curva mais apertada. Eu senti o impacto da velocidade, o cinto me apertando ainda mais contra o banco, mas mantive minha postura firme.
De repente, o carro fez uma parada brusca, e eu fui jogada para frente com tanta força que o ar saiu dos meus pulmões por um instante. A dor foi instantânea, mas eu me recusei a reagir de forma visível. O cinto me cortava, mas não importava. O que importava era que estávamos próximos de algo — talvez a última chance de me libertar, ou de conseguir alguma forma de salvação. O motorista ainda estava furioso, e isso era tudo o que eu precisava para saber que ele estava desesperado.
Ele acelerou mais uma vez, senti o pneu derrapar pelo asfalto, então ele capotou. Girou no ar uma, duas, três vezes e toda a minha mente parecia estar em câmera lenta. O carro voava, as luzes da estrada passando como borrões ao redor, enquanto o mundo se virava de cabeça para baixo. O som do metal retorcendo, do vidro estilhaçando, era ensurdecedor. Minha visão se turvou, e tudo ao meu redor parecia estar se desfazendo, como se eu estivesse submersa em um pesadelo.
Minha cabeça bateu no vidro com uma violência que fez minha visão se apagar por um momento. O impacto foi tão forte que tudo ao meu redor se desfez em uma sequência de flashes e ruídos distorcidos. O carro continuava girando, o som dos pneus rasgando o asfalto misturando-se com os estalos do metal. Eu senti o cinto de segurança me apertando ainda mais contra o banco, tentando me manter no lugar, mas a dor, a confusão, o medo — tudo se misturava em uma névoa que me deixava sem fôlego e meus olhos se fecharam lentamente.