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Eu amava a minha família, e gostava de receber a visita deles, embora as mulheres fossem um pouco barulhentas

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Eu amava a minha família, e gostava de receber a visita deles, embora as mulheres fossem um pouco barulhentas. Eu amava todas elas mesmo assim.

Mas eu estava com a boca entre as pernas da minha noiva. Queria apenas terminar o que comecei.

Com certeza chupar ela estava mais divertido do que receber eles agora.

Bufando, acompanhei meu pai para a cozinha, ele parou em frente a geladeira, enfiando uma mão no bolso da calça

— O que você estava fazendo antes de chegarmos que você parece tão tenso?

Soltei uma risadas pensando por um momento.

— Você quer mesmo essa resposta?

— Se eu estou perguntando, certamente, Leo.

Ele pegou alguma coisa na geladeira, e colocou em cima da bancada. Eram tomates, que Romina sempre comprava, porque ela dizia que tomates fresquinhos eram essenciais para qualquer refeição.

Dei uma olhada rápida para os tomates, mas minha mente ainda estava em outro lugar — em Alexis, na cozinha, na sensação de tê-la ali, nos nossos corpos quase desfeitos no calor do momento.

Puta merda, sei que transei à noite toda, mas estava feito um adolescente cheio de hormônios.

— O que foi, pai, está desconfiando de mim? Eu não vou trair a Genovese, se é isso que está pensando.

Ele se virou em direção a gaveta de talheres, no entanto, ele parou enfiando uma mão no bolso e ficou um tempão olhando para algo no chão.

Merda.

Eu nem precisava fazer perguntas para saber o que ele estava olhando.

Eu olhei para o chão, para o lugar onde ele estava fixando o olhar. Lá estava, bem visível, um pedaço de calcinha de renda que, claramente, não devia estar ali.

— Ah, claro! Por isso você está tão tenso. Sabe, você não precisa ter vergonha.... sua mãe e eu....

— Pai, eu não me importo. Poupe meu pobre ouvido. — Respondi, dando um passo a frente e peguei a calcinha de Alexis do chão e enfiando no meu bolso.

Já era constrangedor o suficiente meu pai ver aquela peça ali.

Ele deu de ombros e abriu a gaveta, continuando a procurar os talheres, enquanto eu tentava me recompor. O silêncio entre nós era palpável, mas eu sabia que Theo não resistiria muito tempo antes de comentar algo.

— Você precisa esconder melhor suas... evidências, filho. — Ele disse casualmente, como se estivéssemos falando sobre um jogo de futebol ou algo igualmente mundano. — Sua mãe tem olhos de águia para essas coisas. Não quero estar na sala quando ela encontrar algo assim.

— Obrigado pelo conselho, pai. — Respondi, seco, tentando manter minha compostura enquanto me concentrava na bancada à minha frente. Peguei os tomates e comecei a cortá-los com mais força do que o necessário, como se pudesse canalizar a frustração na lâmina da faca. — Mas talvez não precisasse acontecer se vocês avisassem antes de aparecerem de surpresa.

Dívida do Prazer - 1Onde histórias criam vida. Descubra agora