Leo Bianchi sempre foi uma presença marcante na vida de Alexis Donovan. No ensino médio, ele fez de tudo para atormentá-la, escondendo sua obsessão atrás de provocações e jogos de poder. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente-mas...
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Uma ilha privada.
Os Bianchi tinham uma ilha privada, e não sei como eu estava surpresa por isso.
Eu queria focar em algo que não fosse o que descobri.
Meu próprio irmão colocando minha vida em risco por causa de cocaína. Não apenas Drew, mas meu próprio pai.
Era doloroso. E estar sozinha naquela ilha por uma semana inteira, cercada por seguranças, estava me entediando.
A Alexis do passado teria matado a Alexis do presente se eu dissesse que estava sentindo falta de Leo.
Quando não estava pensando nele, estava sendo guiada pela dor. A dor de saber que eu não era amada pela minha própria família. Que mesmo eu fazendo de tudo por eles, inclusive me tornando noiva de um herdeiro da máfia para pagas as dívidas, eles me matariam por seus próprios interesses, sem pensar duas vezes.
Limpei as lágrimas e tentei me concentrar no som das ondas quebrando na praia, na brisa suave que batia no meu rosto, e permaneci sentada na areia encarando o mar a espera que isso fosse me fazer bem. Até que me fazia bem às vezes, mas agora eu não estava pensando apenas na dor de não ser amada, e sim o fato de não ter Leo aqui.
Ele ligava todos os dias para o celular de Tommasso para falar comigo, já que ele não confiava em deixar um celular comigo porque acreditava que e poderia entrar em contato com alguém e correria o risco de ser localizada. Eu entendia, mesmo que fosse frustrante, e me acostumara a viver sem comunicação direta com o mundo. Mas era difícil, porque cada ligação de Leo parecia ser a única coisa que me mantinha ancorada, a única conexão que eu ainda tinha com alguém que parecia genuinamente se importar comigo.
Ele disse também que não iria ligar para Riccardo de jeito nenhum, porque não confiava no meu guarda-costas, mas Riccardo era o único dos seguranças que chegava perto de mim e conversava comigo. Além disso, não tinha porque ter ciúmes.
Como agora, em que ele estava se sentando ao meu lado na areia. Ele jogou uma pedra na água, criando pequenas ondas que se espalhavam lentamente.
— Ele já te ligou hoje? — Perguntou.
Eu respirei fundo, tentando esconder a angústia que me consumia por dentro. O simples fato de Leo não estar ali, de não poder tocar nele ou até mesmo sentir seu cheiro, era algo que me destruía aos poucos. Cada dia que passava naquela ilha, longe dele, parecia interminável. A única coisa que me mantinha sã eram as conversas diárias, através do celular de Tomasso, e até elas estavam começando a parecer insuficientes. Eu queria mais, queria Leo comigo, de verdade.
— Não, ainda não — respondi, com um sorriso forçado, tentando não parecer tão vulnerável. — Não é estranho? Ele sempre me liga de manhã, mas já estamos quase no por do sol.
Riccardo me observou com uma expressão suave, como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo. Ele não dizia nada, mas sua presença ali, ao meu lado, era quase como um consolo. Não era Leo, mas ele estava tentando ser um apoio, de sua própria maneira. Não conseguia evitar a sensação de que, talvez, Riccardo soubesse mais sobre o que eu passava do que eu queria admitir.