Na sombra dele 1

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        𝐏𝐨𝐯 𝐬/𝐧───────────────────── 🕷️ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ

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        𝐏𝐨𝐯 𝐬/𝐧
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A porta do quarto arrebentou contra a parede com tamanha brutalidade que a moldura pareceu estremecer inteira, um ruído seco que se espalhou pelo espaço estreito, atravessando o ar como uma onda que não me concedeu em nenhum momento a chance de compreender o que acontecia.

O impacto foi tão abrupto que minha coluna se chocou contra a parede áspera, esmagando-me entre a parede e o calor brutal dele. A lâmina de um coldre raspou minha cintura, mas não era a arma que me ameaçava.

— Você me sabotou. — Refletiu, pelo seu tom podia ter certeza que ele estava puto. E muito.

— Não foi intencional. — Mentira. Eu sabia exatamente o que tinha feito. 

A pegada em meu maxilar forçou meus olhos a encontrarem os dele por trás da máscara. A escuridão naqueles olhos era um abismo, pensei que ele me jogaria lá dentro. 

— Intencional ou não, você quase me matou.

— Você ia matá-lo. — Tentei me justificar, mas soou como uma acusação. 

— Era a missão. — Outro avanço. Agora, eu sentia o calor do corpo quase em mim. 

— Missão errada. — Retruquei, levantando o queixo com dificuldade pelo seu aperto. Quem ele pensa que é para me tocar desta forma!?

Ele parou. Apenas um pé de distância. Se eu esticasse a mão, poderia tocar no coldre, na faca, ou seu peito largo sob o colete tático. 

Eu não ia ficar parada me deixando intimidar. num gesto rápido impulsionei meu braço contra o pulso que segurava perto do pescoço, quebrando o contato de imediato.

— Tira a mão de mim, Ghost. — Debati, esfregando a pele onde seus dedos tinham deixado marcas. 

Ele não recuou. Ao invés de recuar, aproximou-se silenciosamente dobrando a distância entre nós.

— Ou o que? — Desafiou, um murmúrio escapava dos lábios. 

— Ou você vai descobrir que não sou tão fácil de controlar quanto pensa! 

As pálpebras dele se cerraram, concentrando toda atenção em mim, achei que ia me jogar contra a parede de novo. Porém, o ouço rir.

Um riso surgiu de sua garganta reverberando de um jeito que fez meu estômago apertar, uma sensação involuntária que me percorreu inteira.

— É por isso que você fez o que fez? — Falou. Desta vez calmamente sem qualquer emoção. — Para me provar alguma coisa? 

— Não preciso provar nada pra você. — Mentira de novo. Toda a minha vida tinha sido sobre provar algo. 

Darkness - Tenente RileyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora