Uma semana depois.
O tempo rapidamente passou após o retorno de Athanasia à Obelia, para o alívio de todos. O povo Obeliano agora finalmente poderia descansar em paz, sem preocupação com a vida de sua Princesa sozinha pelo mundo afora. As famílias reais de cada Império, que ajudaram Claude na busca, também finalmente poderiam descansar.
As questões com a fenda misteriosa eram aos poucos resolvidas por Lucas e seu ajudante Cabel, pois, devido ao Mago Real estar frágil diante do ataque sofrido em Huale, não era capaz de se esforçar tanto quanto queria. Mas esse auxílio havia sido bom o suficiente para que os dois pudessem conversar sobre o que havia ocorrido no dia da onda que aquela fenda no Palácio Rubi havia feito.
Athanasia e Lucas não haviam tocado no assunto daquela noite em momento algum. Ambos pareciam se evitar por vergonha da situação, apenas trocando palavras quando era necessário.
A fenda em Obelia não era o único problema que eles estariam enfrentando desde o retorno, é claro. Jennette a cada dia que passava parecia piorar mais e mais, seu físico estava cada dia mais fraco e frágil. E depois de ter dormido após aquela grande perda de sangue, não havia acordado mais. Essa situação preocupava a todos que iam cuidar dela; querendo ou não também a Claude, que havia tomado coragem para visitá-la.
Quando o Imperador viu o estado em que Jennette se encontrava, imediatamente lembrou-se de Diana quando estava grávida. Aquilo o fez arfar e compartilhar essa informação com Félix e Lilian, os únicos que haviam sobrevivido ao massacre que o próprio Alger havia cometido ao nascimento de Athanasia e à morte de Diana.
"Jennette possui o mesmo quadro que Diana. A criança é poderosa demais, e está matando-a."
O casal se entreolhou, e só então perceberam que sim, era verdade. A criança era tão forte para alguém como Jennette suportar, uma Princesa de origem duvidosa que nunca havia despertado seus poderes mágicos.
Era algo de se esperar, infelizmente.
∴♦∴♦∴
Os pertences de Athanasia que antes estavam em Arlanta agora estavam em seu antigo/atual quarto em Obelia. A quantidade absurda de presentes misturados com seus pertences era absurda, quase não tinha espaço para pisar no chão de seus aposentos.
Athanasia, curiosa, verificava tudo em busca de algo que a interessasse o suficiente para tirá-la do tédio do dia-a-dia, já que ainda tinha restrição para fazer algumas coisas que, ao ver de seu pai, eram dadas como perigosas demais por ser uma Princesa Herdeira, e também por ele não estar presente para que ela pudesse incomodá-lo com sua presença enérgica no meio do trabalho de Imperador.
"Pare de fazer caretas, ou terá rugas mais cedo do que pensa!" A voz de Lilian tirou Athanasia de seus pensamentos, fazendo-a parar qualquer coisa que pudesse entretê-la naquele momento. "O que acha de uma aula de dança?"
"Meus pés estão cansados." Athanasia deu uma desculpa, voltando a procurar por algo no meio dos objetos distribuídos pela sala.
"Aula de canto?"
"Estou enferrujada."
"Etiqueta?" Lilian tentou mais uma vez, aproximando-se da Princesa.
"É entediante." Athanasia bufou e resmungou chorosa. Sabia que Lilian tentava ajudá-la, entretanto as sugestões que a Ama davam só a deixava ainda mais preguiçosa. A mulher em questão estalava a língua em negação com a preguiça de sua Princesa, fazendo-a soltar uma risadinha sapeca.
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Fiksi Penggemar"De olhos fechados, o que consegue ver, Athy? (...) Se for a escuridão, saiba que essa é a minha vida sem você. E a beleza que vê agora... (...) É como está começando a ser minha vida ao seu lado." "Está vendo as estrelas, Lucas? (...)Quando olhar o...
