TW: +18 LucAthy
A Aurora Boreal sobre a Pedra dos Reinos não era apenas um espetáculo visual; era uma sinfonia celestial desenhada em cortinas vibrantes de verde-esmeralda, violeta e carmesim que dançavam suavemente contra o manto estrelado do céu. O vento soprava com uma delicadeza quase irreal, transportando o riso cristalino da família, o tilintar das taças de cristal e a melodia etérea e fluida executada pela orquestra invisível das fadas do Rei Oberon. Era uma noite concebida para a imortalidade, o ápice de um casamento duplo que selava a paz e a união entre grandes nações.
Afastado do ruído festivo, no cume mais alto da Pedra dos Reinos, o Imperador Claude de Alger Obelia observava a imensidão. Daquela altitude vertiginosa, as silhuetas majestosas dos Quatro Impérios desenhavam-se no horizonte distante como miragens flutuantes sob a luz mágica das auroras.
Era fascinante olhar na direção de Arlanta e ver um Império diferente, mais brilhante, mais vivo. O escudo roxo do Império de Lucasia era majestoso. Claude sentia um orgulho grandioso por saber que Athanasia seria a Imperatriz ao lado de Lucas. Mas ao mesmo tempo era doloroso saber que ela não estaria mais ao seu lado todas as manhãs ou durante todas as tardes. No fim, Obelia retornaria ao passado, onde não havia nem Diana e nem Athanasia em seus dias.
Claude girou devagar o pequeno cálice de cristal entre os dedos. O licor dourado, destilado pelas próprias fadas, refletia as luzes do céu. Ele levou a bebida à boca; o líquido desceu queimando docemente, aquecendo o peito, mas falhando miseravelmente em preencher o vazio estagnado que pesava no centro de sua alma.
Pelo canto dos olhos brilhantes, ele contemplava a celebração. Sua amada filha, Athanasia, sorria de forma radiante e absoluta, acolhida nos braços protetores de Lucas enquanto dançavam com o pequeno Lucius. Ela estava verdadeiramente feliz. Todos estavam.
E, de uma forma quase dolorosa para Claude presenciar, todos tinham alguém a quem pertencer:
Hades, o temido e imponente Imperador-demônio de Sycansia, dançava com Melissa Alpheus, trocando sussurros impregnados de um carinho amoroso.
Félix, seu eterno e leal guarda pessoal — que por puro hábito de uma vida inteira passaria a noite em pé ao seu lado, ouvindo suas reclamações silenciosas —, agora segurava com extrema ternura a mão de Lilian. Juntos, com um olhar emocionado, eles ninavam o pequeno e adormecido Leonel.
Hannah e Ces sorriam uma para a outra, compartilhando o calor de um companheirismo e amor inabalável.
Cabel e Ijekiel, recém-casados, transbordavam uma vivacidade contagiante enquanto mimavam o pequeno Eric.
E até mesmo Roger Alpheus desdobrava-se em elogios e bajulações constantes para capturar a atenção de Agnes...
Claude engoliu o restante do licor em um único gole seco. A melancolia, densa, pesada e terrivelmente familiar, assentou-se sobre seus ombros como uma armadura de chumbo. Há duas décadas, a lembrança luminosa de Diana foi sua única companhia em momentos de isolamento. Ele odiava sentir-se vulnerável. Odiava a mera possibilidade de que qualquer nobre ou soberano pudesse olhá-lo de longe e ousar sentir pena do Imperador de Gelo.
"Você parece solitário..."
A frase ecoou subitamente atrás dele, fazendo o coração de Claude dar um salto violento e doloroso contra as costelas. Aquelas exatas palavras... Ele as ouviu há duas décadas, pronunciadas pelos lábios doces, quentes e irresistíveis de Diana na noite em que sua vida mudou para sempre.
Inconscientemente, Claude virou-se com o peito arfando, os olhos azuis-safira vibrando em uma expectativa quase desesperada.
Infelizmente... Não era Diana.
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Fanfiction"De olhos fechados, o que consegue ver, Athy? (...) Se for a escuridão, saiba que essa é a minha vida sem você. E a beleza que vê agora... (...) É como está começando a ser minha vida ao seu lado." "Está vendo as estrelas, Lucas? (...)Quando olhar o...
