TW: Lucathy +18
A grande decisão política havia sido tomada com glória, aplausos e reconhecimento oficial dentro das paredes seguras da sala de conferências, mas a realidade prática, física e exaustiva de erguer um império do zero absoluto provou ser o maior teste de maturidade, paciência e resistência mágica que o jovem casal já enfrentou em toda a sua jornada.
Eles descobriram com rapidez e desgaste físico que não podiam simplesmente estalar os dedos e fazer surgir cidades funcionais inteiras, mercados comerciais e complexas redes de esgoto sanitário do nada. A magia em larga escala, especialmente aquela que pretendia durar por séculos e resistir às intempéries do tempo, exigia uma precisão milimétrica de cálculo, tempo de maturação geológica e uma harmonia perfeita e sem ruídos entre as energias vitais de ambos os conjuradores.
Além disso, havia uma escolha deliberada, ética e política muito firme envolvida no projeto: eles não queriam, sob hipótese alguma, que as grandes muralhas protetoras e os alicerces principais de Lucasia fossem erguidos por mãos de operários contratados de outros reinos ou por escravos de guerra. O único e maior receio de Athanasia era que qualquer sentimento de ressentimento alheio, inveja, dor física ou energia negativa de trabalhadores explorados pudesse contaminar a fundação mística do reino e danificar o planejamento impecável que fizeram com tanto amor. Aquela nova terra nasceria pura, livre de sangue operário e de sofrimento humano.
Nos meses seguintes ao conselho, longe do luxo ensolarado e confortável de Obelia e do inverno de Sycansia, Lucas e Athanasia trabalhavam de sol a sol nos campos vastos, desolados e da antiga Arlanta. Os mesmos campos que semanas antes estavam cinzentos com os vestígios da guerra, mas agora já mostravam uma vegetação dourada nascendo.
Sentados lado a lado no topo de uma colina proeminente que supervisionava todo o vale, eles uniam suas mãos diariamente, mantendo os dedos entrelaçados com força e foco. O contraste visual de suas energias era visível a olho nu para qualquer um que olhasse em direção à elevação. A mana azul-safira de Athanasia fluía de seu corpo como um rio majestoso, suave, vasta, curativa e profundamente conectada com a força vital e os minerais da terra profunda. Essa energia encontrava-se e misturava-se no ar com a mana carmesim de Lucas, que era densa, avassaladora, antiga, cortante e destrutiva como o mais puro fogo primordial.
No ponto exato de encontro de suas mãos e de suas essências, uma luz roxa, brilhante e pulsante se expandia em ondas de choque visuais. Essa nova cor, nascida da união perfeita e do amor dos dois, descia pela encosta da colina como se fossem raízes vivas e pulsantes de pura luz púrpura, penetrando profundamente o solo outrora infértil, calcinado e destruído pelas explosões da guerra.
Sob o comando mental rigoroso e o desenho arquitetônico da energia púrpura, o solo devastado pelas antigas chamas de Luke começava a se estabilizar geologicamente. As rochas destruídas, os escombros de granito retorcido e a poeira de cinzas misturavam-se e fundiam-se em nível molecular, transmutando-se gradativamente em um mármore alvo, reluzente, impecável e indestrutível pela magia comum. Diante dos olhos maravilhados do jovem casal, desenhavam-se as linhas perfeitas e limpas das fundações dos primeiros abrigos públicos para os refugiados, grandes praças circulares e os complexos canais subterrâneos de mármore que trariam água potável e cristalina diretamente das montanhas congeladas do norte de Sycansia.
No entanto, o processo de criação de um Império não era infinito, e o preço físico e biológico cobrava seu valor diariamente. Após três ou quatro horas contínuas canalizando e moldando a complexa topografia do vale, o suor fino cobria a testa de Athanasia, sua pele empalidecia levemente e sua respiração tornava-se curta e pesada devido ao esforço monumental de manter o fluxo de sua energia em sincronia com a força avassaladora do noivo. Lucas, cujos sentidos eram aguçados ao extremo para qualquer sinal mínimo de desgaste ou cansaço em sua amada, cessava o fluxo de sua própria magia carmesim imediatamente ao menor sinal de oscilação na respiração dela.
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Fiksi Penggemar"De olhos fechados, o que consegue ver, Athy? (...) Se for a escuridão, saiba que essa é a minha vida sem você. E a beleza que vê agora... (...) É como está começando a ser minha vida ao seu lado." "Está vendo as estrelas, Lucas? (...)Quando olhar o...
