FESTIVAL DOS REINOS

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O Salão de Cerimônias do Festival dos Quatro Reinos estava ornamentado com uma grandiosidade que desafiava a própria imaginação mortal, transformado em um épico monumento de opulência e magia para o festival intercontinental. As paredes de quartzo branco polido erguiam-se a alturas vertiginosas, sustentando um teto abobadado que exibia um feitiço vivo: um firmamento artificial onde constelações esquecidas dançavam em tempo real, vertendo uma poeira estelar prateada que sumia antes de tocar o chão. Tapeçarias monumentais, tecidas meticulosamente com fios de ouro puro e seda dinástica, flutuavam graciosamente sob complexos encantamentos de levitação, narrando as antigas vitórias que uniram o mundo. A iluminação não dependia de tochas comuns, mas sim de milhares de cristais mágicos lapidados como diamantes flutuantes, que lançavam uma claridade festiva, imponente e prismática sobre a multidão fervilhante de nobres engomados, diplomatas astutos ali reunidos. O ar estava impregnado com o perfume sutil de lírios da lua e o tilintar cristalino de taças de champanhe banhadas a ouro. No entanto, a atmosfera de celebração mascarava uma tensão política quase palpável.

O murmúrio coletivo que preenchia o imenso recinto cessou abruptamente assim que as trombetas imperiais, forjadas em latão sagrado, ecoaram pelos corredores de mármore. O som grave e reverberante anunciou o início oficial do festival e a entrada das comitivas soberanas.

O mestre de cerimônias deu um passo à frente no palanque central, sua voz amplificada por runas antigas ecoando como um trovão solene:

"Abram alas para o Império de Obelia! Contemplem a glória da primavera eterna! Apresentando Sua Majestade Imperial, o Sol de Obelia, Imperador Claude de Alger Obelia! E ao seu lado, a jóia mais preciosa da coroa, a Luz do Império, Princesa Athanasia de Alger Obelia!"

As imensas portas duplas de carvalho e ferro batido abriram-se de par em par. Obelia, ostentando sua soberania inquestionável, marchou primeiro.

O Imperador Claude de Alger Obelia desfilava majestosamente pelo tapete carmesim

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O Imperador Claude de Alger Obelia desfilava majestosamente pelo tapete carmesim. Sua expressão era fria e seus olhos azul-safira, cortantes como lâminas de gelo, varriam a plateia com uma autoridade intocável e opressiva que fazia os nobres curvarem a cabeça instintivamente. Ele vestia um magnífico uniforme imperial de gala, uma fusão de safira e azul-noite profunda, com um colarinho alto e peitoral inteiramente recobertos por bordados de ouro intrincados e complexos. Ao redor de sua cintura, um cinto branco ornamentado com uma fivela dourada elaborada se destacava. Do ombro, pendia uma aiguillette dourada ornamentada, caindo graciosamente sobre o peito. Uma imponente capa de seda texturizada, forrada com pele de arminho real com pontas pretas sobre um forro interno de seda azul, arrastava-se majestosamente atrás dele.

Ao seu lado, Athanasia caminhava com passos firmes e graciosos. Ela era um verdadeiro espectro de beleza divina, seu cabelo dourado caía como cascatas por suas costas. Seu traje era um suntuoso vestido de gala de várias camadas: um corpete estruturado e uma saia superior em texturizado veludo safira, decorado com cordões de ouro entrelaçados que cruzavam o peito e pendiam com franjas douradas. Abaixo, camadas de seda azul noite profunda e uma saia inferior branca pregueada se revelavam. Ela também usava uma capa de arminho e seda, combinando com a do Imperador, que se estendia elegantemente. No entanto, por trás de seu sorriso perfeitamente treinado e da postura impecável de uma governante, seu coração batia num ritmo descompassado e ansioso.

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⏰ Última atualização: 20 hours ago ⏰

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