TW: LucAthy+18
Em Lucasia, o portal se abriu e o aroma de terra molhada, brisa fresca e grama cortada atingiu os sentidos de Lucas e Athanasia. Eles surgiram sobre o vasto gramado dourado, bem no centro do acampamento principal.
Assim que seus pés tocaram a relva macia, Athanasia sequer esperou por Lucas. Ela varreu o local com os olhos safira até avistar a cena a alguns metros dali: o pequeno Lucius estava sentado na grama, brincando alegremente ao lado do pequeno Eric — este em sua forma fofa de raposinha felpuda —, enquanto Ijekiel e Cabel davam instruções finais aos guardas imperiais que desmontavam as últimas tendas do acampamento. As casas recém-construídas da cidade já estavam prontas para serem habitadas.
"Lucius!" Athanasia exclamou, a preocupação moldando sua voz enquanto corria desesperada na direção do bebê.
Lucas permaneceu parado a uma distância segura, observando em silêncio. Ele viu os longos cabelos dourados de Athanasia balançarem ao vento conforme ela corria, com o vestido esvoaçando elegantemente.
Ao ver a saúde impecável do bebê e perceber que a "febre" foi apenas uma mentira de Lucas para tirá-la de Obelia, ela certamente o esborracharia mais tarde... Mas ele não se importava.
Um aperto claustrofóbico e doloroso esmagava o peito dele. Ele se sentia tão sufocado pelo peso do segredo que Claude colocou sobre seus ombros, que mal conseguia manter o olhar fixo na imagem de Athanasia, que ajoelhava-se amorosamente perto dos dois bebês.
Desviando o olhar carmesim, Lucas passou a mão pelo rosto em pura frustração, dando alguns passos desordenados para trás.
Croc!
Um estalo seco soou sob a sola de sua bota de couro. Lucas congelou e olhou para baixo. Ele havia acabado de pisar e quebrar ao meio um pequeno brinquedo de madeira — o mordedor em formato de dragãozinho que o pequeno Lucius adorava e carregava para todos os cantos. O bebê devia ter deixado cair enquanto engatinhava por ali.
Lucas respirou fundo, soltando um resmungo frustrado. "Droga... Tinha que ser logo o brinquedo preferido do pirralho?"
Ele se agachou para recolher os pedaços quebrados do chão, pretendendo consertá-los discretamente com magia antes que alguém notasse. Porém, antes que pudesse se levantar, sentiu um leve e insistente impacto contra suas costas.
Algo pequeno, macio e incrivelmente persistente tentava escalar a sua capa escura. Mãozinhas miúdas e gordinhas puxaram o tecido com força e, em seguida, dedos pequeninos se emaranharam nos fios negros do cabelo de Lucas, usando-os como apoio para tentar ficar de pé.
O movimento repentino e a falta de atenção de Lucas — que estava totalmente imerso em seus pensamentos sombrios — o pegaram de surpresa. A força desajeitada do bebê acabou desequilibrando-o e o fazendo cair sentado de bumbum na grama, com Lucius agarrado desengonçadamente ao seu pescoço.
O garotinho soltou uma risadinha gostosa e cristalina, achando a coisa mais cômica do mundo o fato de seu "ato de extrema força" ter feito o adulto gigante tombar na grama.
Lucas piscou, chocado, tentando entender o que havia acontecido, até ver as bochechas coradas de Lucius. O bebê ostentava uma pintinha adorável na bochecha esquerda — idêntica à dele — e uma pintinha extra ao lado direito da boca que o deixava ainda mais irresistivelmente fofo, enquanto seus olhinhos esmeralda com rachaduras carmesim brilhavam em pura travessura. Diante de tamanha doçura, a armadura de Lucas ruiu. Um sorriso sincero surgiu em seu rosto, e ele não conseguiu conter uma gargalhada baixa e fofa, balançando a cabeça.
Porém, o momento de paz durou exatamente três segundos.
Lucius olhou para a grama e viu seu dragãozinho de madeira partido em dois. A expressão de alegria do bebê desapareceu instantaneamente. O peitinho miúdo inflou, o meigo beicinho tremeu e um choro estridente, agudo e desesperado ecoou pelo campo:
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Find You
Fanfiction"De olhos fechados, o que consegue ver, Athy? (...) Se for a escuridão, saiba que essa é a minha vida sem você. E a beleza que vê agora... (...) É como está começando a ser minha vida ao seu lado." "Está vendo as estrelas, Lucas? (...)Quando olhar o...
